Luciana: Chegamos a um ponto muito perigoso de naturalização da morte

A presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, se manifestou, por meio de suas redes sociais, sobre a banalização da morte no Brasil, demonstrada tanto na naturalização das perdas trazidas pela falta de enfrentamento adequado da Covid-19 por parte do governo Bolsonaro, quanto em episódios lamentáveis como a chacina de 25 pessoas resultante de operação policial no Jacarezinho, Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (6).

Luciana declarou: “Chegamos a um ponto muito perigoso de naturalização da morte. Não é possível conviver com 400 mil óbitos por causa da Covid”. A dirigente acrescentou que “também não é possível aceitar que 25 pessoas sejam assassinadas em uma operação policial. É a total ausência do estado, é um país à deriva” e que “nada justifica a banalização do genocídio e de uma política de extermínio”.

Imunidade de rebanho

A presidenta do PCdoB também falou sobre entrevista do vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida Filho ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira (6), na qual ele afirma que o alinhamento do governador Wilson Lima (PSC) com Bolsonaro e a defesa da busca pela “imunidade de rebanho” levou o estado ao caos na saúde.

“Isso é muito grave! O vice-governador do Amazonas confirmou que Wilson Lima usou Manaus como laboratório para testar uma “política de contaminação para ter imunidade de rebanho”, algo defendido por Bolsonaro. Foi o que levou Manaus ao colapso. Não tem outra palavra: é genocídio!”.

“Se esperou a água bater no pescoço para a tomada de alguma medida, quando o governo federal foi acionado o caos já estava acontecendo. Não foi chamado antes por uma questão simples, o governador não queria demonstrar que havia má administração, que ficou patente na investigação sobre a compra de respiradores, por exemplo”, disse Almeida Filho, que está rompido com o governador desde maio de 2020.

 

Por Priscila Lobregatte

Com agências