Líder do PCdoB cobra auxílio emergencial de R$ 600

O deputado Renildo Calheiros (PE), líder do PCdoB na Câmara

(Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

O líder do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PE), defendeu, nesta segunda-feira (1/3), a retomada do auxílio emergencial no valor de R$ 600. O benefício, aprovado pelo Congresso Nacional em 2020 à revelia do governo Bolsonaro, foi essencial para diminuir o impacto da pandemia do novo coronavírus na vida de mais de 67milhões de brasileiros – mesmo após redução pela metade no valor, segundo determinação da equipe de Bolsonaro para manter o pagamento até dezembro.

Agora, o governo anuncia um valor ainda menor: R$ 250. Para Renildo, é preciso, no mínimo, retomar o valor integral aprovado em 2020 pelos parlamentares. “A vida mostrou que o auxílio emergencial que o Congresso aprovou no valor de R$ 600 foi muito importante não só para enfrentarmos a Covid, mas social e economicamente. Esses recursos chegam às mãos das pessoas e vão para as feiras, supermercados, farmácias, padarias. Ele permite que a economia gire. Quem vive do comércio consegue vender seus produtos e as pessoas têm seu sofrimento diminuído. É importante para a saúde e para a economia”, afirmou o parlamentar.

Segundo ele, esta deve ser a pauta em discussão no Parlamento, ao lado da vacina contra a Covid-19.

“Desde que a pandemia começou, o Brasil atravessa hoje o período mais difícil. São 255 mil brasileiros que já morreram por causa da Covid. Desde que o Brasil mede o número de trabalhadores desempregados, temos agora o número mais alto de toda a série histórica, com 14 milhões de desempregados. Não há assuntos mais importantes do que a vacina, a Covid e o auxílio emergencial para socorrer as pessoas que não têm como trabalhar nesse momento. Essa tem que ser a pauta da semana”, destacou.

Parte da articulação do governo para estabelecer o novo auxílio, a chamada PEC Emergencial, deve entrar em discussão no Congresso esta semana, após ampla discussão em torno da tentativa do governo de retirar a obrigatoriedade do gasto mínimo constitucional em educação e saúde. A pressão pela mudança no texto fez com que a leitura do parecer, marcada para quinta-feira (25), fosse adiada e o relator da matéria no Senado, Márcio Bittar (MDB-AC), retirasse o trecho do texto. Nova sessão foi marcada para esta terça-feira (2) no Senado, com previsão de votação na quarta-feira (3).

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(BL)