Júlia Arruda, é a nova secretária estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos de Natal

A nova secretária estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos do Rio Grande do Norte, a ex-vereadora Júlia Arruda (PCdoB) tomou posse na última quinta-feira (8). Ela explica que a Semjidh é uma secretaria de articulação e “é na base do diálogo que pretendemos construir caminhos para efetivação das políticas”.

Na ocasião, a nova secretária disse emocionada que não foi apenas uma solenidade protocolar, e sim a reunião de pessoas que acreditam e estão dispostas a construir um Rio Grande do Norte mais justo, humano e igualitário. “A gente se dedica pra fazer um bom trabalho, pra ser a diferença de verdade, mas só tem ideia do alcance de tudo isso quando vivencia momentos como esse.”

Durante a posse, Júlia Arruda também destacou os desafios da missão. “Abraço hoje esse que é um dos maiores desafios da minha trajetória, com compromisso de avançar nas políticas afirmativas da inclusão, da proteção, da igualdade e vou enfrentar com muita criatividade e ousadia os obstáculos que não serão poucos, no momento mais difícil em que vive o país, que além de uma pandemia e de suas mais graves consequências, enfrenta a ameaça constante da retirada de direitos e desmonte de políticas assistenciais”, disse a nova secretária.

Júlia Arruda, nova secretária da Semidh, a governadora, Fátima Bezerra e o vice-governador, Antenor Roberto (PCdoB-RN) | Foto: Sandro Menezes

Em entrevista concedida ao jornal Agora RN, Júlia Arruda fala ainda sobre as instigações em deixar o parlamento municipal pelo secretariado. Leia na íntegra.

Agora RN: Como surgiu o convite para assumir a Secretaria?

Júlia Arruda: O convite partiu da governadora Fátima Bezerra e do vice-governador Antenor Roberto, como reconhecimento ao nosso trabalho na defesa das pautas que compõem o plural espectro de atuação da Semjidh.

Qual a sua expectativa para essa sua nova etapa?

O desafio é grande, mas, como tenho dito, a vida é cheia de desafios. E encaro essa como uma missão mesmo. A missão de avançar nas políticas públicas de inclusão, proteção, igualdade e autonomia.

Quais as suas principais prioridades?

A Semjidh é uma secretaria de articulação e é na base do diálogo que pretendemos construir caminhos para efetivação das políticas. Vamos tocar alguns projetos importantes que já estão encaminhados, como a interiorização da Patrulha Maria da Penha, o Plano Estadual da Igualdade Racial, o CredJovem, o Plano de Combate à LGBTfobia e a aplicação do Fundo da Infância.

Quais os principais desafios da Secretaria nesse momento?

O desafio de realizar a articulação com os demais órgãos da administração pública estadual direta e indireta, bem como o terceiro setor e os movimentos sociais, em um momento em que ainda estamos retomando gradativamente as atividades presenciais. A Semjidh foi criada em 2019 e, no ano seguinte, já veio a pandemia. Isso certamente impactou nas ações.

A senhora pretende retornar à Câmara, caso a governadora Fátima Bezerra não se reeleja?

Sou vereadora licenciada e o meu mandato vai até 2024, mas a minha ida para a Semjidh não está condicionada a um período específico.

A senhora tem alguma pretensão para as eleições do próximo ano?

Estou entrando em um novo desafio, com disposição e energia renovadas, para dar o meu melhor na missão que me foi confiada. Minha cabeça e esforços estão unicamente voltados para a Semjidh neste momento.
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Com informações de agências.