Jornais destacam lançamento da pré-candidatura de Manuela D'Ávila

Crédito da foto: Correio Braziliense

O lançamento da pré-candidatura de Manuela D’Avila à presidência da República ocorreu na ocasião da abertura do 14º Congresso do PCdoB, realizado em Brasília (DF), na última sexta-feira (17) e foi destaque na imprensa nacional.

A proposta de revogar medidas do atual governo, como a reforma trabalhista e o congelamento dos gastos públicos com saúde, educação e programas sociais; a candidatura própria e a oposição a candidatos de perfil de extrema-direita estão entre os assuntos destacados pela mídia brasileira.

Na matéria “Em congresso do PCdoB, Manuela crítica ‘profetas do ódio’ na eleição” a Folha de S. Paulo aponta Manuela como oposição à candidaturas de extrema direita e àqueles se se apresentam como antipolíticos – as chamadas candidaturas outsiders.

“Segundo Manuela, o combate à violência nos grandes centros passa por aumento no investimento em segurança pública e educação, entre outros pontos. A deputada disse que no decorrer da campanha a população exigirá propostas concretas, o que levará necessariamente ao “derretimento” de concorrentes que buscam usar o “medo e o ódio” como propulsores eleitorais.”

Apesar de Manuela ter preferido não citar nomes, o jornal enquadra Jair Bolsonaro e Luciano Hulk nos perfis dessas candidaturas.

A Folha lembrou ainda que “a candidatura presidencial de Manuela D’Ávila será a primeira do PCdoB no atual período democrático do país.”

A temática das candidaturas de extrema-direita foi a escolhida pelo Brasil 247 ao abordar a decisão tomada pelo PCdoB.

“Pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, a deputada estadual Manuela D’Ávila criticou nesta sexta-feira (17), durante congresso do PCdoB, o que classificou como “profetas do ódio”, se referindo aos políticos que buscam explorar eleitoralmente o medo que as pessoas sentem nos grandes centros urbanos”

O Valor Econômico, trouxe como manchete “Manuela diz que não será vice de Lula”:

“Durante o evento de lançamento de sua pré-candidatura à presidência da República, a deputada estadual Manuela D’Ávila do PCdoB afirmou que não apresentou sua candidatura com o objetivo de ser convidada para compor a chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Ninguém se lança candidato à Presidência para ser vice. Nós lançamos a candidatura para eu ser candidata a presidência da República”, disse Manuela.

O Valor também abordou propostas da pré-candidata do PCdoB: “Manuela fez críticas a projetos aprovados ou em tramitação no Congresso durante o governo Michel Temer, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto de Gastos e as reformas trabalhista e previdenciária. Ela defendeu um referendo revogatório dos projetos já aprovados.

A pré-candidata do PCdoB usa o mesmo argumento para criticar eventuais avanços da reforma da Previdência. “A alternativa a essa reforma da Previdência é o diálogo com o povo. Isso não foi debatido nas eleições de 2014. Pode existir um diálogo sobre idade, mas isso tem que ser feito com o povo e não no tapetão combinando idade e tempo de aposentador

O Estado de São Paulo também falou sobre uma das principais propostas do PCdoB: “Manuela D’Ávila diz que, se chegar à Presidência, vai propor revogação da reforma trabalhista aprovada pelo governo do presidente Michel Temer.”

“Acreditamos que o golpe encerra um ciclo político no País. Por isso, para nós, 2018 não pode ser um momento de debate sobre o passado, mas um momento de construção de saídas e de debate sobre o futuro do País”, declarou Manuela.

O Correio Braziliense dedicou duas matérias à lançamento da pré-candidatura de Manuela. Uma delas destaca a candidatura própria do PCdoB e a repercussão da decisão entre um aliado histórico que também pretende ter nome próprio em 2018, o PT. Uma segunda matéria tem como título “Como pré-candidata à presidência, Manuela D’Ávila quer ressuscitar a CLT”:

“A deputada estadual propõe que seja feito um referendo para revogar a reforma trabalhista, que, segundo ela, “não foi acolhida pelos brasileiros”.

Jovem, mulher

Não foi o discurso sobre política de alianças, propostas econômicas e sociais anunciadas por Manuela que ganharam espaço.

O jornalista Bernardo Bittar, em matéria do Correio Braziliense deste sábado (18), afirma que Manuela mudou o visual como o que ele considera uma estratégia para se identificar com a maioria do povo brasileiro.

Na sua conta do Twitter, Manuela comentou: “Rindo da matéria de jornal que acabo de ler sobre meu CABELO. Dizem: “loura, Manuela pintou os cabelos para conquistar mais simpatia dos eleitores”. Meu cabelo está natural: MORENO grisalho, ficar loira cansa… aguardo matéria sobre cabelos de Alckmin, Ciro, Doria, Bolsonaro…”

Além de peculiaridades sobre a aparência física da candidata mulher, outra coisa que é sempre destacada pela mídia: a juventude. Com exceção do Valor, todos os demais veículos citam os 36 anos de idade de Manuela – o que costumeiramente não é mencionado em outras candidaturas. Matérias sobre os demais pré-candidatos não trazem a idade dos políticos. O mesmo Correio Braziliense cita “aos 36 anos — apenas um a mais do que o mínimo exigido para função —, deve escolher ser chamada de “presidenta” caso venha a ocupar o Palácio do Planalto.”

Luciana Santos

A mídia nacional também destacou outra mulher comunista. Com o título “Presidente do PCdoB critica Temer e defende que Lula saia candidato”, o Valor abordou o discurso de Luciana Santos.

Crédito da foto: Richard Silva

“Em sua fala na abertura do Congresso Nacional do PCdoB, a presidente da legenda, Luciana Santos, fez duras críticas ao governo do presidente Michel Temer e defendeu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem o direito de se candidatar à Presidência em 2018.”

Na matéria do Estadão, Luciana comenta outras candidaturas:

“Lula será amigo do PCdoB, assim como também Ciro”, declarou Luciana, em referência ao ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional Ciro Gomes (CE), que já se lançou como pré-candidato pelo PDT a presidente da República no próximo ano. Ciro que enviou mensagem aos participantes do Congresso dos comunistas. “O PCdoB não será obstáculo para a unidade”, acrescentou Luciana.

De Brasília, Renata Aline