João Paulo (PCdoB-PE): "Quero estar presente nesta luta"

Em seu canal no YouTube que foi ao ar nesta sexta-feira (25), o vice-prefeito de Recife, Luciano Siqueira bateu um papo com  o recém-eleito deputado estadual pelo PCdoB de Pernambuco, João Paulo.

Com vasta experiência política, João Paulo iniciou sua militância em 1971, na  Juventude Universitária Católica (JUC), foi por mais de 10 anos deputado estadual, eleito vereador e Prefeito de Recife.

Ainda nos anos 70, João Paulo se filiou ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Foi eleito o ano passado para mais um mandato legislativo. Já foi líder comunitário e operário, um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

O quadro adverso da política brasileira com a eleição de um governo antipopular e conservador foi o tema principal abordado na entrevista entre as duas grandes lideranças comunistas de pernambuco.

Para João Paulo, esse cenário vai ser um grande desafio para a luta de classes. O deputado faz ainda uma analogia com a ditadura militar. “Há uma mudança significativa, comecei a militar em 1971, na JUC, naquela época nós vivíamos um momento totalmente difícil. Talvez até diferentemente da ditadura implantada, hoje com requintes com muita sutilidade, no sentido da destruição da imagem de um governo popular, de um governo que garantiu a inclusão de milhões de pessoas, de um projeto de soberania nacional, como a transferência de tecnologia para submarino nuclear, para a transatlântica (…), implementação e descentralização das universidades pelo interior dos estados, levando conhecimento, desenvolvimento (…). Esse projeto vai por água abaixo, com outro projeto que ameaça os direitos sociais e as conquistas históricas da classe trabalhadora e do povo brasileiro. Por isso, acredito que vamos ter momentos extremamente difíceis do ponto de vista do processo de luta de classes no Brasil”.

“Quero estar presente nesta luta”.

Mesmo entendendo que vamos viver um quadro adverso, João Paulo acredita que vai ser bom para a população entender bem o processo. “Até para abrir mais os olhos para o governo que está lá”.