Grécia cobra imposto de não vacinados para ampliar rede de saúde

Nove de cada 10 mortes por Covid no país ocorre na faixa acima dos 60 anos e a maioria não vacinado

(Sakis Mitrolidis/AFP)

As pessoas não vacinadas com mais de 60 anos serão multadas em “100 euros mensais” (R$ 632,56 na cotação atual) a partir do próximo domingo (16) até que se vacinem, anunciou o governo grego na quinta-feira (13), reiterando a obrigatoriedade da medida para todos os integrantes da faixa etária.

Conforme o porta-voz governamental, Yannis Economou, a decisão foi tomada porque, além da imunização para essa faixa etária já ser obrigatória, “nove de cada dez mortes ocorridas no país pelo coronavírus afetam a este grupo de idade”. Além disso, alertou, “sete de cada dez pessoas intubadas tinham mais de 60 anos e oito de cada dez não estavam vacinadas”. No total, são cerca de 520 mil pessoas desta faixa etária que ainda não receberam nenhuma dose.

Segundo dados oficiais do final de novembro, cerca de 67% da população grega está vacinada, com o percentual chegando a 79% entre os adultos.

Para fortalecer o combate ao alastramento da pandemia, o ministro de Saúde, Thanos Plevris, disse que serão criados 50 centros próximos aos acampamentos do Exército para a realização de provas, a fim de descongestionar as farmácias que fazem estes testes de PCR e antígeno.

Até o momento, a pandemia matou mais de 21.600 pessoas no país, com a taxa de mortalidade tendo aumentado de forma expressiva desde o início de novembro. Na última quarta-feira (12), 670 pessoas se encontravam em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), sendo que 77 pessoas faleceram em apenas 24 horas.

Frente à persistência da variante ômicron, as autoridades sanitárias decidiram prorrogar até o dia 23 de janeiro o conjunto de restrições impostas há 15 dias, como o fechamento de bares e restaurantes à meia noite, a proibição de concertos musicais e reuniões.

“Ômicron é agora a variante dominante e o sistema público de saúde se encontra sob pressão”, sintetizou o ministro.