Flávio Dino: não comprar vacina era plano do governo Bolsonaro

Foto: Karlos Geromy/Governo do Maranhão

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), voltou a criticar, por meio de suas redes sociais nesta segunda-feira (7), a desastrosa condução no combate à pandemia pelo governo Bolsonaro, salientando que as informações já levantadas pela CPI da Covid no Senado demonstram a irresponsabilidade do presidente e de sua equipe frente à doença. Até o momento, já são 473 mil brasileiros e brasileiras mortos pela Covid-19.

Flávio Dino apontou que “a CPI no Senado tem elementos para concluir que a demora na compra de vacinas, que custou milhares de vidas e sofrimentos, não decorreu de negligência. Foi uma ação dolosa derivada da esdrúxula opção pela cloroquina. Resta apurar o motivo e os interesses ensejadores da estranha opção”.

Vale lembrar, disse o governador, “que não foi apenas a vacina da Pfizer que foi recusada. A vacina do Butantan foi rejeitada até o momento em que ficou pronta e o STF autorizou os Estados a comprarem diretamente. Ou seja, há provas múltiplas de que não comprar vacinas obedecia a um planejamento”.

Nesta segunda-feira (7), o jornal Folha de S.Paulo noticiou que Bolsonaro recusou, em 2020, a compra do imunizante da Pfizer oferecido ao Brasil por metade do preço feito para os EUA, União Europeia e Reino Unido.

Além disso, vídeo de uma reunião, divulgado na última sexta-feira (4) pelo site Metrópoles, sugere a possibilidade da existência, de fato, de um “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente, que tem sido apurado pela CPI.

O vídeo mostra que os profissionais presentes opinam contra a vacina e em favor da hidroxicloroquina, cuja ineficácia para o combate à Covid-19 já foi demonstrada. Dentre os participantes estão o deputado Osmar Terra (MDB-RS), a médica Nise Yamaguchi e o virologista Paolo Zanotto, entre outros. Nise negou, em depoimento à CPI na terça-feira (1º), fazer parte da estrutura paralela de aconselhamento.

 

Por Priscila Lobregatte

Com agências