Fim da Farmácia Popular é uma das medidas de austeridade cogitadas por Guedes

Para criar o programa Renda Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, avalia acabar com o Farmácia Popular, programa criado em 2004, no governo Lula, e que oferece medicamentos gratuitos ou com descontos de até 90% em farmácias credenciadas pelo país. Em 2019, o programa atendeu 21,3 milhões de pacientes, mas é considerado ineficiente pelo governo.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, a extinção do programa Farmácia Popular é uma de várias medidas de austeridade cogitadas por Paulo Guedes para sustentar a criação do programa Renda Brasil, que pretende substituir o Bolsa Família. Pelos planos do governo, o Renda Brasil prevê a concessão de um benefício médio de R$ 247.

Para a vice-líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Bolsonaro “quer tirar dos pobres para dar menos ainda aos pobres”, visto que o “aumento” no novo programa do governo é inferior ao valor de um botijão de gás.

“Governo Bolsonaro planeja acabar com o programa Farmácia Popular e o abono salarial. E tudo isso para mudar de nome o Bolsa Família e mendigar um aumento de R$ 57! Valor menor que o de um botijão de gás ou de um antibiótico. Imagine a desassistência. O Farmácia Popular garante uma rede gigantesca, bem implementada, com medicamentos gratuitos e mais baratos. O acesso vai de medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, a doença de Parkinson e glaucoma. Os descontos também se aplicam a contraceptivos e fraldas geriátricas. Sem falar do direito ao abono, que reforça a renda de milhares de brasileiros e brasileiras. Muitos deles, inclusive, com renda familiar protegida pelo Bolsa Família”, destacou a parlamentar.

Criado em 2004, durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Farmácia Popular tem orçamento de R$ 2,5 bilhões para 2020, sendo que R$ 1,5 bilhão já foi pago. As farmácias credenciadas oferecem 35 medicamentos, sendo 20 gratuitos.

(PL)