Encontro do PCdoB-Bahia debate Eleições 2018

Crédito das Fotos: PCdoB-BA

O Encontro Eleitoral do PCdoB na Bahia, que aconteceu neste sábado (14), no Hotel Vilamar, em Salvador, reuniu cerca de 150 pessoas, de 31 municípios do estado, para o debate sobre o cenário político, a construção do projeto eleitoral e as mudanças na legislação. Com a presença de dirigentes nacionais e estaduais, o evento contou, também, com a apresentação de novos filiados e dos pré-candidatos/candidatas a deputado e deputada estadual do Partido nas eleições deste ano.

A abertura do encontro, no turno da manhã, foi marcada por uma análise da atual conjuntura política no Brasil, em especial, a prisão do ex-presidente Lula, e as consequências para as eleições deste ano. Na ocasião, o coletivo partidário reafirmou as críticas à prisão do ex-presidente, considerada política, e defendeu a necessidade de levar essa pauta para o processo eleitoral.

O presidente estadual do PCdoB-BA, Davidson Magalhães, explicou que o cenário é de continuação do golpe, iniciado com o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2016. Para ele, a defesa de Lula é necessária  porque é uma forma de reivindicar a retomada da estabilidade política e o fim da crise institucional no país, que é ‘seríssima’.

“Passamos por um golpe institucional. Historicamente, as elites não atacaram os nossos programas. Ninguém tem coragem de atacar o Bolsa Família, por exemplo. Mas atacar aqueles que se colocam à frente desses programas. Foi assim com Getúlio. […] Faz parte disso a prisão do maior líder desse projeto [Lula]. É o primeiro preso político depois da redemocratização. Nesse contexto de dificuldades, construímos nosso projeto”, argumentou.

A deputada federal Alice Portugal, secretária estadual de Mulheres, do PCdoB, acrescentou que, além da defesa de Lula, o partido vai precisar levar para o processo eleitoral a identidade partidária. Para ela, é preciso deixar claro que é possível defender o ex-presidente, que é do PT, sem que isso signifique abandonar as bandeiras históricas e específicas do PCdoB.

“Vamos enfrentar o golpe nessas eleições apresentando a nossa identidade. Manuela D’Ávila vai para a porta da prisão defender Lula, em nome do PCdoB. Somos aliados do PT, mas não somos o PT. O PCdoB é o partido dos direitos do trabalho, dos indígenas, de mulheres, dos trabalhadores. Vamos nos preparar politicamente para as eleições! E a construção dessa eleição passa por reafirmar nossa identidade”, disse.

PCdoB Forte

Na oportunidade, a secretária estadual de Organização, Daniele Costa, atualizou a Campanha de Estruturação Partidária, que visa organizar a atuação do PCdoB nos mais de 320 municípios baianos em que está presente. De acordo com ela, o esforço para estruturar os comitês municipais é uma maneira de garantir que o Partido se apresente mais forte nos períodos eleitorais.

“O nosso partido não funciona apenas nas vésperas das eleições. Precisamos debater a luta política em cada município, em cada bairro. Entendemos que resolução aprovada nas conferências, que revela as ideias e os objetivos dos comunistas, não é feita de letras mortas”, explicou a secretária de Organização.

No turno da tarde, ocorreram as orientações de caráter técnico sobre finanças, a partir da exposição do secretário nacional de Finanças do Partido, Ronald Freitas; comunicação, com o secretário nacional de Comunicação, Júlio Veloso; e legislação, com Vandilson Costa, advogado e membro do Comitê estadual do Partido. Na ocasião, os participantes puderam tirar dúvidas sobre os três temas.

A partir das sugestões do plenário, o presidente estadual, Davidson Magalhães, garantiu que um novo encontro será promovido para que os pré-candidatos/candidatadas possam ampliar, ainda mais, as discussões sobre o processo eleitoral.