Dino: "Parecer" sobre máscara não é maior do que o bom senso e as leis

Foto: Brunno Carvalho/Governo do Maranhão

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou o anúncio, feito por Bolsonaro na quinta-feira (10), de que pediu parecer ao Ministério da Saúde desobrigando o uso de máscara para proteção contra a Covid-19 por quem já foi vacinado ou contaminado pela doença.

Usando de metáfora para exemplificar o absurdo da proposta do presidente, Flávio Dino declarou via redes sociais nesta sexta-feira (11): “O barco afundou no meio do oceano. Você está com colete salva-vidas. O comandante diz que tem um ‘parecer’ orientando a que todos tirem o colete. Alguém obedeceria? ‘Parecer’ não é maior do que o bom senso. E nem do que as leis”. E, dirigindo-se à população, enfatizou: “Usar máscaras salva a sua vida e a do próximo”.

Em outro comentário, Flávio Dino disse: “Um amigo me disse que em Provérbios encontraria uma boa referência para os dias atuais no Brasil. Ele tem razão: Provérbios, 18: 7 – ‘A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma’”.

Após o anúncio feito por Bolsonaro, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que a suspensão do uso de máscara estaria atrelado ao aumento da cobertura vacinal da população. Pouco depois, no entanto, foi divulgado vídeo no qual o ministro confirma que fará estudo sobre o assunto.

O não uso de máscara é uma temeridade e vai na contramão das medidas imprescindíveis para a proteção contra o coronavírus, defendidas pela OMS, entidades e profissionais da saúde e cientistas. O anúncio de parecer dessa natureza neste momento — em que o Brasil enfrenta altos índices de casos e internações, atingindo mais de 480 mil mortos, com apenas 24% da população vacinada com as duas doses — é mais uma prova do descaso, escárnio e desrespeito com que a pandemia tem sido tratada por Bolsonaro e seu governo.

Por Priscila Lobregatte
Com agências