Daniel Almeida critica projeto "fura-fila" das vacinas

"Congresso Nacional está entregando a saúde pública nas mãos do grande mercado", avalia Daniel

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Após a aprovação, na terça-feira (7), pela Câmara dos Deputados, do Projeto de Lei 948/21,  que permite às empresas privadas a compra e aplicação de vacinas contra a Covid-19, o chamado “fura fila”, parlamentares do PCdoB se manifestaram sobre a medida. O partido votou contra.

O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)  avalia que “o Congresso Nacional está entregando a saúde pública nas mãos do grande mercado. Como se não bastassem todos os absurdos cometidos até aqui, Bolsonaro incentiva o ‘fura-fila’, com a conivência do Parlamento brasileiro, para construir privilégios para aqueles que podem comprar. Repudiamos esse ato”.

O parlamentar, que defende a ampla vacinação gratuita pelo SUS, é contra a perspectiva mercantilista em relação ao assunto. “Coroar a visão de que o mercado é sagrado e tem que ser preservado acima das vidas é, como se diz aqui no Nordeste: quem tem a unha maior, que suba na parede”, pontua. “Essa é a confissão da falta de compaixão e percepção da gravidade do problema que está instaurado no país”, opina.

Consórcio Nordeste

Daniel também criticou a postura do presidente da República em negar o acesso a mais de 40 milhões de doses que foram adquiridas pelo Consórcio Nordeste. “Bolsonaro não tem plano para enfrentar a Covid-19 e vem sabotado todas as medidas possíveis. E agora sabota a aquisição da Sputnik pelo Consórcio Nordeste, interferindo para que não chegue à população”, rechaçou.

“Enquanto isso, temos recordes chocantes de mortes diárias. Mais de 4 mil vidas ceifadas é uma barbárie!”, comentou. “O momento é dramático e não podemos continuar errando no enfrentamento à Covid. Cada erro tem custado milhares de vidas. Precisamos defender o Plano Nacional de Imunização, para fechar a porta lateral do ‘fura-fila’ e garantir a mínima preservação dos grupos prioritários de setores essenciais que estão na linha de frente”, finalizou.

 

 

(PL)