Dani Balbi 65123: ocupar e resistir diante da extrema direita
Trans, preta e feminista, Dani Balbi 65123 disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro pelo PCdoB. No embate contra a extrema direita, a deputada ganhou projeção no X e aparece entre os nomes mais mencionados da plataforma. Ao mesmo tempo, leva para a disputa a defesa dos trabalhadores, da população LGBTQIA+ e de um novo projeto de desenvolvimento para o Rio.
Primeira mulher trans eleita para a Alerj, Dani construiu sua trajetória entre o movimento estudantil, a universidade pública e as lutas de mulheres, da população negra e LGBTQIA+. Do Engenho da Rainha na Zona Norte do Rio, chegou ao Parlamento com uma atuação que passou pelo trabalho, ciência, tecnologia, cultura e pelos direitos da população LGBTQIA+. Na Assembleia, presidiu a Comissão de Trabalho e foi vice-presidenta da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Trabalho e desenvolvimento
A defesa dos trabalhadores está no centro da disputa. Dani esteve à frente da campanha pelo reajuste do piso salarial regional, uma reivindicação que vinha desde 2019. A mobilização reuniu sindicatos, audiências públicas e manifestações e ajudou a colocar o tema novamente na ordem do dia.
Agora, ela amplia essa discussão para emprego, renda e recuperação do parque produtivo fluminense. A proposta é criar postos de trabalho mais estáveis, aumentar a arrecadação e avançar para uma jornada mais humana, com a escala 5×2. Para Dani Balbi, recuperar a economia do Rio passa também por incorporar mulheres negras, moradores de favelas e periferias, jovens, população LGBTQIA+ e trabalhadores da cultura ao projeto de desenvolvimento do estado.
Cultura, ciência e universidade entram no mesmo projeto. Dani defende o fortalecimento das ações afirmativas e uma maior presença de mulheres e da população negra na produção científica.
Direitos em disputa
A defesa da população LGBTQIA+ é outra frente fundamental da candidatura. Na Alerj, Dani atua em pautas ligadas à população trans e travesti, à saúde de mulheres lésbicas, às ações afirmativas e ao enfrentamento do racismo e da misoginia. Também participou de disputas contra projetos que buscavam restringir o acesso de mulheres trans a banheiros e limitar o debate sobre gênero, diversidade e combate ao racismo na Assembleia.
A disputa por direitos aparece lado a lado com o enfrentamento à extrema direita. “Represento tudo o que a extrema direita detesta, mas isso não me dá medo. Apesar do extremo desafio, sei da importância de ocupar esse espaço, e sem hesitar, seguirei ocupando!”, afirma Dani.
É nessa perspectiva que a candidata fala de um Rio que precisa recuperar sua capacidade produtiva e voltar a formular respostas para quem vive do trabalho. “É preciso pensar soluções a partir das questões que nos afetam”, afirma, ao defender um projeto que una desenvolvimento econômico, geração de empregos, renda e direitos.
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