Daiana Santos é reeleita deputada federal pelo PCdoB do Rio Grande do Sul
Com pouco mais de 97% das urnas apuradas, a deputada federal Daiana Santos (PCdoB) foi reeleita deputada federal, com mais de 113 mil votos neste domingo (4), ficando na segunda posição na Federação Brasil da Esperança no estado e na 12ª entre os deputados do Rio Grande do Sul.
Na eleição para o seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados, em 2022, ela havia obtido 88 mil votos.
Com um mandato forte e atuante, Daiana vem se destacando na luta pelos direitos da classe trabalhadora, das mulheres, dos negros e LGBTs, além de se dedicar à defesa do SUS, da educação e dos direitos humanos, entre outras frentes. Uma de suas principais atuações se deu na luta pelo fim da jornada 6×1.
Daiana foi a primeira parlamentar negra e assumidamente lésbica eleita pelo Rio Grande do Sul para a Câmara dos Deputados, onde já presidiu a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial e a Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação.
É autora de projeto para acabar com a escala 6×1, estabelecendo a 5×2. A pressão social e a articulação dela e de outros parlamentares em torno da pauta levou o governo Lula a enviar proposta ao Congresso, unificando várias propostas. Hoje, a matéria tramita no Senado, podendo ser votada na próxima semana, após ter sido aprovada na Câmara.
Além disso, é autora de de projeto de lei que institui a Política Nacional de Cuidados para Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LBT) e estabelece diretrizes para a elaboração e a implementação do Plano Nacional de Cuidados para Mulheres LBT.
Também propôs projeto que altera leis em vigor para incluir medidas específicas de proteção e apoio a mulheres em espaços de poder que sofram violência política de gênero. Daiana também tem estado na linha de frente da luta contra os feminicídios e a violência contra a mulher.
Antes de ser deputada federal, Daiana foi vereadora de Porto Alegre (2021-2023), integrando a primeira Bancada Negra da história da cidade.
Daiana construiu sua trajetória política nos movimentos popular, comunitário, de mulheres e negro. Nasceu em 29 de janeiro de 1982, na cidade de Júlio de Castilhos (RS), é sanitarista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), educadora social e promotora da saúde da população negra.



