Comunistas e atingidos denunciam impactos da tragédia de Mariana (MG)

Lama da Samarco contaminou Rio Doce: quatro anos depois, saúde da população sofre com efeitos

Foto: Fred Loureiro/Secom-ES

Quatro anos após o crime socioambiental originado com o rompimento da barragem de Samarco/Vale-BHP em Mariana (MG), é crescente o registro de problemas de Saúde em toda a extensão do Rio Doce que foi atingida pela lama tóxica.

Este é um dos temas da Feira Popular de Saúde dos Atingidos do Espírito Santo, que vai ser realizada no município de Baixo Guandu nesta sexta-feira (15). O comunista Neto Barros, prefeito da cidade, é um dos convidados do debate “Os direitos à saúde dos atingidos”, que começa às 10h, na praça Getúlio Vargas, logo após um ato político que dá início as atividades da feira.

Os outros convidados do debate são Dulce Pereira, professora da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Simone de Almeida, atingida e militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), e o também comunista Nésio Fernandes (PCdoB-ES), secretário estadual de Saúde do Espírito Santo.

À tarde serão realizadas uma série de atividades e apresentações culturais, além de atendimentos em práticas integrativas de cuidado à saúde, como auriculoterapia, yoga e uso de plantas medicinais, além de medição de glicose e pressão.

Festival Rock In Doce

O encerramento vai ser com shows do Festival Rock In Doce, que segue no dia 16. O Festival Rock In Doce acontece desde 2016 como um tributo ao Rio Doce e denúncia da irresponsabilidade das empresas mineradoras.

“O Rock in Doce é um grito para que ninguém esqueça do crime ambiental patrocinado por estas empresas mineradoras, que priorizam o lucro em detrimento do bem-estar da população”, declarou o prefeito Neto Barros.

A Feira Popular de Saúde será a última atividade no Espírito Santo da jornada A Vale Destrói, O Povo Constrói, organizada pelo MAB para lembrar e denunciar os quatro anos do crime no Rio Doce.