A imagem fr Lula com a bandeira do Brasil em atos populares circulou pelo mundo após sua reeleição

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta segunda-feira (26), manifestações de apoio de partidos comunistas, organizações sociais e governos de diferentes regiões do mundo. As mensagens destacam a dimensão internacional do resultado brasileiro, com referências à democracia, à soberania nacional, à integração latino-americana e ao fortalecimento das relações entre os países do Sul Global.

Na Galícia, na Espanha, a União do Povo Galego (UPG) afirmou que a eleição de Lula representa uma importante derrota da extrema direita e demonstra a determinação do povo brasileiro em defender a soberania, os direitos sociais e a justiça social. A organização também saudou o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ressaltando as relações de amizade e cooperação mantidas com as duas legendas.

Segundo a UPG, o resultado brasileiro tem relevância para a América Latina diante do que considera uma ofensiva da extrema direita e do imperialismo norte-americano. A organização defendeu a resistência popular como instrumento para preservar a democracia, a soberania e os direitos da maioria trabalhadora.

Mulheres e juventudes

A Oficina Regional da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM) para a América e o Caribe também felicitou o povo brasileiro. A entidade destacou particularmente a atuação de mulheres e jovens durante o processo eleitoral e afirmou que o resultado abre possibilidades para avançar em direitos, igualdade, inclusão e justiça social.

Para a FDIM, a eleição transmite uma mensagem de esperança e resistência diante do avanço da extrema direita e de forças que, segundo a organização, ameaçam direitos sociais. A entidade defendeu que mulheres e juventudes continuem ocupando papel central nas transformações sociais.

Na Índia, o Partido Comunista da Índia (Marxista) felicitou Lula e o povo brasileiro pela conquista de um quarto mandato presidencial. Em mensagem publicada após o resultado, a legenda classificou a eleição como uma vitória da democracia e afirmou que ela demonstra que a extrema direita pode ser derrotada.

África do Sul destaca soberania

O Partido Comunista Sul-Africano (SACP) afirmou que a eleição brasileira teve como questão central a defesa da autodeterminação e da soberania democrática do país. A legenda destacou a formação de uma frente ampla de partidos de esquerda e progressistas, organizações, movimentos sociais e forças democráticas em torno da candidatura de Lula.

O SACP também apontou a influência de interesses internacionais e das grandes plataformas digitais no processo eleitoral. O partido citou as controvérsias envolvendo a Meta e decisões da Justiça Eleitoral brasileira sobre tratamento desigual de candidatos nas plataformas.

A legenda sul-africana também relacionou as pressões econômicas dos Estados Unidos sobre o Brasil às disputas políticas brasileiras, citando as tarifas de 50% impostas a produtos brasileiros em 2025. Na avaliação do partido, a defesa da soberania e do desenvolvimento nacional continuará entre os principais desafios do novo governo Lula.

Cuba reafirma unidade latino-americana

Em Cuba, o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, parabenizou Lula em nome do governo e do povo cubano.

Segundo a mensagem divulgada pelo Granma, Díaz-Canel classificou o resultado como uma “vitória histórica” e afirmou que ele garante a continuidade de um caminho de “paz, soberania e justiça social” no Brasil. O dirigente cubano também declarou: “O Brasil pode contar com Cuba na construção da unidade e integração de nossa grande pátria, latino-americana e caribenha”.

China reconhece escolha dos brasileiros

O governo chinês também felicitou Lula pela reeleição ao ser provocado por jornalistas em entrevista. Na coletiva desta segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, afirmou que a China tomou conhecimento do anúncio do Tribunal Superior Eleitoral e apresentou suas congratulações ao presidente brasileiro.

Guo afirmou ainda que Pequim está disposta a trabalhar com o Brasil para avançar na construção de uma “comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado”. Questionado sobre a recusa de Flávio Bolsonaro em aceitar o resultado, o porta-voz respondeu que “a China respeita a escolha do povo brasileiro”.

As manifestações se somam a uma série de cumprimentos internacionais recebidos por Lula após a eleição. Governos e lideranças de diferentes regiões destacaram a importância do Brasil para a cooperação internacional, o multilateralismo e as relações com o Sul Global.