Comunistas argentinos celebram vitória de Lula e defendem união anti-imperialista
O Partido Comunista da Argentina (PCA) celebrou a reeleição do presidente Lula (PT), neste domingo (25), como uma vitória que ultrapassa as fronteiras brasileiras e fortalece a luta pela soberania e pela integração dos povos latino-americanos. Em nota publicada nas redes sociais, a legenda destacou a derrota da extrema direita, criticou a interferência dos EUA na região e defendeu a construção de um projeto comum de integração anti-imperialista.
A manifestação ocorre após Lula conquistar seu quarto mandato presidencial, com 64,2 milhões de votos, derrotando o candidato bolsonarista Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições brasileiras.
Para os comunistas argentinos, o resultado representa também um revés para os interesses de Washington na América Latina. “O imperialismo ianque ficou a ver navios, sem conseguir contar com mais uma marionete na região para impor seus planos neocoloniais”, afirma a nota.
O comunicado também dirige críticas ao presidente argentino, Javier Milei, apontado pelo PCA como um dos principais porta-vozes internacionais da ofensiva política contra Lula. Segundo o partido, Milei reproduziu durante a campanha eleitoral brasileira o discurso dos EUA, numa tentativa de desgastar a imagem do presidente.
Ao saudar a vitória, os comunistas argentinos destacaram especialmente a participação da juventude brasileira na mobilização eleitoral e a decisão de milhões de eleitores de reafirmar nas urnas a defesa de um país soberano, com mais direitos e oportunidades.
Apesar da celebração, o PCA alertou para a permanência de uma expressiva base de apoio social às candidaturas de ultradireita no continente. Na avaliação da legenda, essas forças contam com respaldo político e financeiro dos Estados Unidos e representam uma ameaça à soberania nacional e aos direitos dos trabalhadores.
Para o partido, a reeleição de Lula deve abrir uma nova etapa na articulação das forças progressistas latino-americanas, retomando a perspectiva de uma integração regional baseada na independência política e econômica dos países. “A vitória de Lula deve servir de impulso para retomar com muito mais força um projeto comum de integração regional decididamente anti-imperialista”, defende o comunicado.
A nota termina com palavras de solidariedade ao povo brasileiro e de defesa da unidade latino-americana. Veja a íntegra abaixo, já traduzida em português.
Os povos da Nossa América celebram a vitória de Lula!
O imperialismo ianque ficou a ver navios, sem conseguir contar com mais uma marionete na região para impor seus planos neocoloniais. O neofascista Flávio Bolsonaro chora, assim como seu pai golpista, que terá de continuar preso.
As lágrimas de lacaio também escorrem pelo rosto de Milei, que foi o principal porta-voz internacional do roteiro de Washington, repetido como um papagaio obediente, na tentativa de desmoralizar, durante toda a campanha, o presidente operário do nosso irmão povo brasileiro.
Hoje celebramos e nos abraçamos aos milhões de brasileiros e brasileiras que reafirmaram nas urnas sua vontade de viver em um país soberano, com mais direitos e maiores oportunidades. Alegramo-nos especialmente pelo papel protagonista desempenhado pela juventude para alcançar essa conquista.
Não deixa de ser um alerta, no entanto, o enorme apoio social que os candidatos de ultradireita continuam tendo em nosso continente, apoiados política e financeiramente pelos Estados Unidos, com o objetivo de transformar cada um de nossos países em colônias e governar exclusivamente para os ricos e os monopólios.
A vitória de Lula deve servir de impulso para retomar com muito mais força um projeto comum de integração regional decididamente anti-imperialista e avançar com firmeza rumo à segunda e definitiva independência da Nossa América.
Viva o povo do Brasil!
Viva a irmandade entre os povos!
Fora ianques da América Latina!




