Canadá, México e EUA anunciam começo de vacinação massiva

Enfermeira vacina voluntário no Canadá

(Matthew Kupfer - CBC)

A agência regulatória de saúde dos EUA (FDA, na sigla em inglês)  autorizou a vacina Pfizer/BioNTech contra o Covid-19 para uso de emergência, na sexta-feira (11).

A decisão da FDA acontece em um momento em que os contágios, as hospitalizações e as mortes dispararam em nível recorde nos Estados Unidos.

No início da semana as mortes em um dia  por Covid-19 superaram as 3.000, enquanto que os hospitais e locais de cuidados intensivos em todo o país estão se aproximando da sua capacidade máxima.

No sábado (12), os casos registrados no país eram 15.860.841, com 295.621 mortes, mais de 22% do total mundial (para um país que tem 4% da população do planeta).

Com a medida, os EUA acompanham seus vizinhos, Canadá e México, na aprovação do imunizante, desenvolvido com a parceira alemã BioNTech.

A agência afirma que a vacina pode ser administrada a pessoas com mais de 16 anos. Espera-se que profissionais de saúde pública e idosos em lares de repouso sejam os principais destinatários de uma primeira rodada de 2,9 milhões de doses do imunizante.

Depois de ter, com sua incompetência e negacionismo, transformado os EUA em recordista mundial de infectados e de mortos de Covid-19, e de ter sabotado todas as tentativas sérias de contenção da pandemia no país, agora Trump tenta posar de ‘pai da vacina’, anunciando a primeira imunização com a Pfizer-BioNtech “em menos de 24 horas”.

Para atrapalhar a encenação de Trump, a Suprema Corte nesse mesmo dia bateu o último prego no caixão da continuação do bilionário na Casa Branca, rejeitando por 7 votos a 2 a estapafúrdia ação impetrada pelo Texas e mais 17 estados governados por republicanos para afanar a vitória de Biden, por meio da cassação dos votos dos estados da Geórgia, Michigan, Wisconsin e Pensilvânia.

Enquanto Trump tumultua e mente, o coronavírus segue descontrolado nos EUA. Com a autorização da FDA, terá início o complicado esforço de coordenação da Pfizer, companhias marítimas privadas, oficiais de saúde estaduais e locais, exército, hospitais e redes de farmácias para obter o lote da primeira semana de aproximadamente três milhões de doses, enquanto mantêm a vacina em temperaturas muito baixas (menos 70 graus centígrados, mais frio que a Antártida).

MÉXICO E CANADÁ

No México, a Comissão Federal de Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris) concedeu autorização para o uso emergencial da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19, para ser utilizada na política nacional de vacinação que o governo de López Obrador implementará a partir da terceira semana de dezembro. Assim, o México se junta a nações como o Reino Unido e Canadá, que também aprovaram o uso do produto da Pfizer para imunizar sua população,

Em meio ao aumento de casos positivos para a nova doença, o Canadá deve começar a vacinar a população a partir da próxima semana, dando prioridade aos profissionais de saúde que estão na primeira linha de risco.

“Os canadenses podem ter certeza de que o processo de revisão foi rigoroso e de que temos sistemas de controle eficazes em funcionamento”, afiançou o Ministério da Saúde. O governo do primeiro-ministro Justin Trudeau havia anunciado na segunda-feira (7) que a vacinação dos canadenses poderia começar alguns dias após a autorização oficial.

O país espera receber 249 mil doses dessa vacina até o final do mês, segundo o general Dany Fortin, responsável pela coordenação da distribuição das vacinas aos 14 centros do Canadá.