Gustavo Bebianno, que chefiou a campanha presidencial do “capetão” e depois foi enxotado do laranjal, segue atirando: “O conselho que eu daria a ele [Bolsonaro] é: seja mais humilde, menos beligerante, manda os filhos pra Disney (mesmo com o dólar a R$ 4) e governa o país com inteligência”.

Por Altamiro Borges*

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Na entrevista a Mônica Bergamo, na Folha, o ex-braço direito de Bolsonaro também revelou que Bolsonaro “não é um homem que trabalhe muito. Qualquer jornalista que acompanhe sua agenda oficial percebe que é muito fraca. Infelizmente ele tem como meta a próxima eleição. E com isso não governa”.

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Outra ex-bolsonarista que anda irritada com o “capetão” é a deputada Janaína Paschoal (PSL-SP), que entrou em transe no golpe do impeachment contra Dilma e é uma das culpadas pelo avanço do fascismo no país. Segundo o site UOL, ela agora jura que “não sou e nunca fui bolsonarista”.

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Janaína Paschoal tem sido alvo das milícias digitais e está brava. “Se os bolsonaristas fossem inteligentes, não atacariam quem apoiou o presidente deles… Quem me acusa de caronista e traidora ou não tem memória ou tem problema de cognição… Não sou e nunca fui bolsonarista”.

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Outro ex-aliado que não perdoa Bolsonaro é o “roqueiro” Lobão, que está lançando mais um livro narcisista. Em longa entrevista ao Estadão, ele detona o fascista que ajudou a eleger. Após chamá-lo de “demente”, afirma que “Bolsonaro não tem condições morais de administrar o país”.

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Lobão é ácido: “Eu o conheço pessoalmente. Quando falo que Bolsonaro tem desequilíbrio moral é só ver as milícias, as rachadinhas, o nepotismo, o estelionato eleitoral em que o governo se transformou. Emocionalmente, você o vê dando banana, xingando todos os presidentes do mundo”.

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Em outro trecho da entrevista, Lobão garante que Bolsonaro “é um cara paranoico. Tudo para ele é teoria da conspiração. São todos paranoicos: ele, Olavo de Carvalho, Weintraub. Todos têm o mesmo discurso, desconfiam de Deus e do mundo. Para eles, quem não é olavista é comunista”.

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Ao final, Lobão reforça o coro pelo impeachment. “Defendo o afastamento não só pela incompetência, porque é um perigo ter ali uma pessoa do nível do Bolsonaro. Ele é uma pessoa absolutamente horrorosa, um desserviço à Nação. Não tem o mínimo de dignidade para ocupar o cargo”.

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Altamiro Borges* é jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e membro do Comitê Central do PCdoB.

 

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