PCdoB lança teses do 15° Congresso na região Norte do país

Cerca de 150 quadros, dirigentes e convidados, da região Norte do país, participaram do lançamento das teses do 15° Congresso Nacional do PCdoB, de forma virtual, na noite da última quarta-feira (21). A presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos foi quem apresentou o projeto de resolução política, documento-base do congresso partidário.

O encontro foi organizado pela Comissão de Formação Regional do PCdoB/Região Norte que tem como participantes os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins em parceria com a Fundação Maurício Grabois e Escola Nacional João Amazonas.

O lançamento ocorreu pelo google meet e contou com a participação dos presidentes dos comitês estaduais, Jorge Panzera (Pará), Eron Bezerra (Amazonas), Eduardo Farias (Acre), Francisco Farias – Pantera (Rondônia), Luiz Pingarilho (Amapá) e Antonio Marcos, representando o comitê de Roraima.

15º congresso

O PCdoB em todos os cantos do Brasil vai passar por um amplo processo de democracia interna contando com mobilizações e debates dos projetos de resoluções entre seus quadros, militantes e filiados, através de assembleias de base, conferências municipais e estaduais até a plenária final do Congresso da legenda que se realizará entre os dias 15 e 17 de outubro deste ano, de modo virtual.

A presidenta Luciana Santos abriu o debate afirmando que o processo do congresso do Partido, acontece em um cenário de profunda crise do sistema capitalista no âmbito nacional e internacional, agudizando ainda mais a luta de classes. E o congresso partidário é um espaço onde os comunistas debatem as saídas para as graves crises que se aprofunda o Brasil e o mundo.

“É o momento em que o PCdoB busca se revigorar para superar esses grandes desafios e manter sua presença política e institucional”, disse a dirigente.

Perto de completar 100 anos os comunistas do Brasil têm grandes tarefas no campo político e da estruturação partidária, faz isso comemorando sua trajetória de luta pela construção de um Brasil livre, democrático e soberano. Em defesa dos trabalhadores e do socialismo. Defende na atualidade um Projeto Nacional de Desenvolvimento. Neste sentido, disse Luciana, “as exigências da luta de classes na contemporaneidade coloca a necessidade de o PCdoB renovar suas linhas de ação de massas e da construção partidárias, ao mesmo tempo buscar aprofundar os laços com a vida e a luta dos trabalhadores e das camadas populares”, salientou Luciana.

Para a dirigente, com a pandemia, o mundo vive a maior crise sanitária do século com a Covid-19, deixando um rastro que somam milhares de mortes, e o aumento das contradições e a exposição das mazelas do sistema capitalistas. Ao mesmo tempo que se apresentam uma tendência de mudanças na ordem mundial com enfraquecendo o unilateralismo do imperialismo americano com o protagonismo chinês ocasionando uma tensão na geopolítica mundial.

Sobre a questão política latino-americana, a presidenta do PCdoB considerou um aprofundamento da política imperialista dos EUA para com os países dessa região. Entretanto, os povos latino-americano se mobilizam e vão impondo algumas derrotas ao imperialismo, destacou Luciana, citando o exemplo da Bolívia, coma eleição de Arce; na Argentina com a vitória de Alberto Fernandez; no Chile, com a eleição de uma nova constituinte; Pedro Castillo no Peru e a resistência do povo cubano que luta contra o criminoso bloqueio econômico imposto pelo imperialismo estadunidense.

No Brasil, ponderou Luciana, a realidade é diferente, crescem as mobilizações contra Bolsonaro, responsável pelas crises política, econômica e sanitária, que deixa um saldo de mais de meio milhão de mortos, um aumento estrondoso do desemprego, do desmatamento, e sua política autoritária que ameaça a democracia com seu projeto de poder neofascista.

Para a dirigente, a CPI da Covid-19 vai revelando o caráter negacionista, genocida e corrupto do governo de Bolsonaro. A palavra de ordem é isolar cada vez mais esse governo autoritário, aumentar as mobilizações sociais, fortalecendo a frente ampla, a luta pelo impeachment objetivando derrotar o bolsonarismo para salvar o Brasil, afirmou a presidenta do PCdoB.

Nessa quadra, disse Luciana, o PCdoB tem a missão histórica de lutar para superar as atuais restrições democráticas e assegurar sua representação institucional. Para isso, luta no parlamento buscando apoio de democratas e progressistas brasileiros pela vitória de um projeto democrático em 2022. Para isso é fundamental a presença institucional partidária do Partido Comunista do Brasil, completou a dirigente nacional.

Após a apresentação das teses feita pela presidenta do PCdoB, as lideranças dos estados fizeram uso da palavra para saudar o evento e contribuíram com o debate sobre o projeto de resolução, além de corroborar sobre o processo de mobilização do 15º Congresso do PCdoB nos estados da Região Norte.

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De Belém, colaborou Moisés Alves