Exposição conta a saga centenária do PCdoB em 500 imagens

Uma breve solenidade abriu a Instalação Multimídia Caminhos do Centenário

Uma exposição sobre a história do PCdoB marcou o início do Festival Vermelho – Florescer a Esperança, em Niterói (RJ), nesta sexta-feira (25), data em que o Partido completou cem anos. Batizada de Instalação Multimídia Caminhos do Centenário, a mostra – que teve curadoria de Adalberto Monteiro, Guido Bianchi, Partilha Filmes e Projetemos – ocupa uma das cúpulas do Caminho Niemeyer.

Os membros do Comitê Central do PCdoB, reunidos pouco antes em reunião extraordinária, foram os primeiros a visitar o local. Em uma breve solenidade, Adalberto Monteiro, secretário nacional de Formação do PCdoB, apresentou a concepção do projeto. Em seguida, o mostra foi aberta ao público.

A instalação foi dividida em dois ambientes. No primeiro, o visitante acompanha, em grandes banners, a “linha do tempo” do Partido Comunista do Brasil, fundado também em Niterói, em 22 de março de 1922. O itinerário é repleto de fotos e dados que ajudam a contextualizar os diversos momentos históricos vividos pelo PCdoB.

 

Já o segundo ambiente conta com projeções de cerca de 500 imagens nas paredes da cúpula. As legendas podem ser lidas ou ouvidas, já que os organizadores disponibilizaram audiodescrições. Entre os dois ambientes, o público assiste a uma animação com militantes do PCdoB, estabelecendo um elo entre as partes da exposição e firmando a ideia de uma trajetória contínua.

“Essas 500 iconografias – que são fotos, documentos, jornais, etc. – mesclam o percurso do Partido Comunista nos ciclos da história brasileira”, afirma Adalberto. “Procurou-se destacar a presença do PCdoB nos grandes acontecimentos e nos grandes embates nacionais, bem como destacar as gerações e seus personagens. Que as pessoas possam ver e sentir a História.”

A principal fonte para a exposição foi o livro Imagens da Centenária História de Lutas do Partido Comunista do Brasil (1922-2022), organizado pelo Centro de Documentação e Memória (CDM) da Fundação Maurício Grabois e lançado no final de 2021. “Esse projeto do CDM demandou anos e anos de pesquisa – e a exposição se abeberou no acervo do livro”, detalha Adalberto. “Entre mais de 1.500 iconografias, o nosso desafio foi escolher, para a instalação, 500 que formassem um conjunto harmônico de períodos da história do PCdoB. Nem sempre o melhor momento tem a melhor fotografia.”

A exposição deixa em evidência o legado do PCdoB para o Brasil. “Demos ênfase às contribuições do nosso partido centenário à Nação e à classe trabalhadora”, afirma Adalberto. Ao mesmo tempo, o conjunto de imagens mostra que o Partido não envelheceu. “Sim, é um partido centenário. Mas também é um partido contemporâneo – um partido com os pés no presente, mirando o futuro.”

O título da mostra, Caminhos do Centenário, faz alusão ao próprio local onde ela foi montada, o Caminho Niemeyer. “É muito simbólico que tudo isso seja realizado num espaço criado pelo principal arquiteto brasileiro, Oscar Niemeyer (1907-2012), um comunista convicto”, afirma Adalberto.

Mas a mostra não se limitará a estes dias de celebração em Niterói. Conforme Adalberto, a “parte física” da instalação multidmídia  – que conta com a “linha do tempo” – pode ser facilmente replicada. Todo esse conteúdo já está disponível para os comitês estaduais do PCdoB. “Basta imprimir os banners para exibi-los em assembleias legislativas, câmaras municiais e outros espaços”, diz o dirigente. “Se desejarem, os comitês podem até produzir outros banners, incluindo, por exemplo, a temática local.”

Além disso, uma exposição sobre os cem anos do PCdoB, com conteúdos conhecidos e inéditos, será aberta em abril, na Câmara dos Deputados. O evento ficará em cartaz por um mês.

 

De Niterói,

André Cintra