Sobre o projeto eleitoral do PCdoB para 2008

A Comissão Política Nacional registra e saúda o grande impulso da ação política do Partido em todo o país, provindo da assimilação da orientação do Comitê Central. Os atos de lançamento do Bloco de Esquerda e a ousadia em construir um projeto eleitoral avançado para 2008 galvanizaram a energia dos comunistas. Fruto disso, o PCdoB acolhe milhares de novos aderentes, entre os quais lideranças detentoras de mandatos e expressivas lideranças do movimento social, elevando substancialmente o número de prefeitos e vereadores. As candidaturas a vereadores devem ser multiplicadas em 2008, tanto em extensão de municípios quanto em número de candidatos. É um quadro que ainda poderá ser decantado, em função do fim do prazo de filiações previsto para permitir candidaturas, em 5 de outubro próximo - movimento que deve ser intensificado nestas próximas duas semanas -, e das negociações políticas em torno do projeto eleitoral em cada cidade. Mas é um quadro muito promissor, que posiciona o PCdoB num novo nível de disputa e permitirá melhores negociações no âmbito das alianças no sentido de conferir maior protagonismo eleitoral do Partido.

O projeto eleitoral do PCdoB, ao nível das condições acumuladas até este momento, alcança o lançamento de candidaturas próprias em 17 capitais, mais outros 335 municípios do país, particularmente entre 82 dos 267 municípios com mais de 100 mil habitantes. Nas capitais, no nível da disputa existente hoje, destaca-se o esforço de assegurar a re-eleição em Aracaju (SE), importante capital dirigida pelo PCdoB, com base no prestígio político e administrativo de Edvaldo Nogueira e em amplo arco de apoios; em Porto Alegre (RS), em torno da força eleitoral e renovadora de Manuela D´Avila; no Rio de Janeiro, a partir da grande força política e eleitoral de Jandira Feghali (RJ), principal liderança de esquerda nessa capital; em São Paulo (SP), pela importância política, econômica e social da cidade, e pela liderança política nacional de Aldo Rebelo. Destaca-se também assegurar a continuidade da vitoriosa experiência de gestão política do PCdoB em Olinda (PE) e das atuais prefeituras do interior administradas pelo PCdoB. Ao lado disso, igualmente, esforço decidido precisa ser feito para viabilizar candidaturas em torno da expressiva liderança política e eleitoral de Jô Moraes, em Belo Horizonte; Olívia Santana, em Salvador; Luciano Siqueira, em Recife; Chico Lopes, em Fortaleza; Vanessa Grazziotin, em Manaus; Flávio Dino, em São Luis; Osmar Júnior, em Teresina; Evandro Milhomen, em Macapá e buscar construir condições de lançamento em Curitiba, Florianópolis, Natal, Vitória e Porto Velho.

A hora é de construir a viabilidade dessas candidaturas, buscar agregar forças políticas e sociais de apoio, elaborar idéias programáticas para as cidades, constituir chapas próprias ou amplas de vereadores, para sinalizar condições efetivas das candidaturas e instituí-las no cenário político e das pesquisas eleitorais Isso envolve ação hábil de ampla articulação política, de portas abertas para receber apoios, bem como para situar o PCdoB no âmbito de negociações para alcançar vitórias eleitorais em cada cidade. O foco dessas articulações segue sendo, conforme orientação traçada pelo Comitê Central, o fortalecimento do bloco de esquerda e a aproximação com setores conseqüentes do PT, do PMDB e demais partidos afinados com a política desenvolvimentista voltada para o avanço democrático e soberano do país.

São Paulo, 21 de setembro de 2007
A Comissão Política Nacional
do Partido Comunista do Brasil