Desde a Revolução Cubana de 1 de janeiro de 1959, o governo dos Estados Unidos da América (EUA) tenta por todas as formas derrubar o regime socialista estabelecido livremente pelo povo cubano, após a conquista da “segunda e verdadeira independência”.

Após alguns meses do que os EUA chamam de “embargo”, um memorando do Departamento de Estado de 6 de abril de 1960 recomendou usar todos os meios para derrocar o regime político cubano, inclusive através da fome e da proliferação de doenças, para provocar uma crise humanitária, o desencanto e a insatisfação popular, e por fim a almejada “mudança de regime”. A CIA organizou desde então inúmeras ações terroristas na Ilha e até uma tentativa de invasão militar, em Playa Girón, na Baía dos Porcos, em fevereiro de 1962, durante o governo de John F. Kennedy, que foi derrotada pelas Forças Armadas Revolucionárias cubanas.

A decisão convicta do povo cubano de lutar por sua soberania e por sua independência nacional vem de longa tradição. No século XIX, o general Antonio Maceo, contemporâneo de José Martí na luta independentista, proclamou: “Quem tentar se apoderar de Cuba só recolherá o pó de seu solo encharcado em sangue, se não perecer na luta”. Diante dessa resistência heroica do povo cubano, o imperialismo estadunidense tem um histórico de covardia e crueldade, uma longa lista de crimes contra a Humanidade nas agressões a Cuba. E para desespero dos imperialistas, a Revolução Cubana segue invicta!

Fidel Castro, em um discurso em 1994, caracterizou o bloqueio econômico, financeiro e comercial promovido pelos EUA desde o início dos anos 1960 como uma “guerra”, uma “guerra econômica” contra Cuba. Quando o bloqueio completou 60 anos, em 2022, o governo cubano denunciou-o como o “ato de guerra mais complexo, prolongado e inumano cometido contra qualquer nação”. Ao longo dessas décadas, o bloqueio já causou um prejuízo para Cuba calculado em mais de um trilhão de dólares. A Assembleia Geral da ONU já condenou o bloqueio estadunidense por esmagadora maioria em 33 ocasiões consecutivas, pois o bloqueio fere a Carta das Nações Unidas e o direito internacional.

O que é inédito na atualidade, e deve ter como resposta a mais enérgica indignação e solidariedade ativa do povo brasileiro e dos povos de todo o mundo, é o nível a que chegou a escalada do bloqueio contra Cuba, agora ampliado com um bloqueio comercial e militar naval.

A nova ofensiva genocida, patrocinada pelo governo do neofascista Donald Trump, está em curso e é a maior da História. Desde 2017 mais de 250 novas medidas foram tomadas para agravar o bloqueio, que impossibilita nos dias atuais o abastecimento de alimentos, remédios e combustíveis para o atendimento das necessidades básicas da economia e da vida humana em Cuba. O ataque militar à Venezuela, e as ações de ingerência visando controlar as exportações de petróleo venezuelano, também são uma agressão a Cuba, que está cercada pela Marinha dos EUA para impedir que receba suprimentos para garantir a energia necessária para a Ilha. Honra e glória aos cubanos que caíram em combate defendendo a soberania da Venezuela, o presidente Nicolás Maduro e a deputada Cilia Flores.

Uma tragédia humana em um país irmão latino-americano, a socialista República de Cuba, está ocorrendo nesse momento. O povo cubano, organizado em seu poder popular, representado por seu governo revolucionário, e liderado pelo Partido Comunista de Cuba, resiste heroicamente!

Cuba tem sido exemplar nas últimas décadas também em termos de ações de solidariedade e de cooperação internacional. Por isso Cuba tem amplo respaldo e muitos amigos no mundo inteiro. A resiliência do povo cubano se mostra diariamente com as conquistas comemoradas a cada aumento de megawatts gerados pelas novas placas solares. Aplaudimos o apoio dos governos do México, do governo brasileiro do Presidente Lula, do governo da China, e de outros países, pelo apoio já empreendido a Cuba, e os exortamos a ampliá-lo. Ativistas de movimentos sociais, lideranças políticas, artistas e intelectuais mobilizam-se crescentemente em solidariedade a Cuba. Reforcemos a Caravana Nuestra América, um comboio solidário que chegará a Cuba no próximo dia 21 de março.

A solidariedade ativa dos comunistas, dos revolucionários, dos democratas e humanistas, dos povos e dos governos, no Brasil, nos países da América Latina e em todos os cantos da Terra, é urgente e imprescindível!

Cuba vencerá!

6 de março de 2026
Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)