PCdoB exige a “imediata libertação” do cacique Aruã
Em moção aprovada neste domingo (12), na reunião do Comitê Central, o PCdoB prestou solidariedade ao cacique Aruã Pataxó, militante do Partido no sul da Bahia. Preso injustamente há quase um mês, Aruã é vítima, segundo a moção, da histórica “criminalização de lideranças indígenas”. Confira a íntegra do documento.
Pela liberdade imediata do cacique Aruã
O PCdoB reafirma a defesa da liberdade do cacique Aruã Pataxó, liderança indígena que sempre pautou sua vida pela defesa da causa da reforma agrária e da demarcação justa e necessária das terras indígenas no Brasil e, principalmente, no estado da Bahia, sua terra natal.
O camarada Gerdion Santos do Nascimento, o cacique Aruã, de forte militância na luta dos povos indígenas na região do extremo sul da Bahia, foi preso em 16 de março, em meio a conflitos fundiários envolvendo áreas reivindicadas por comunidades indígenas, acusado injustamente de ocupações de terra, em um contexto de intensas disputas territoriais entre povos indígenas e proprietários rurais na região.
Pela liderança que exerce, Cacique Aruã já foi vereador no município de Santa Cruz Cabrália e, recentemente, coordenador regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no extremo sul da Bahia.
A criminalização de lideranças indígenas é a reafirmação da prática colonial que exclui os povos originários do direito à terra.
Por se tratar de uma prisão injusta, que fere o direito constitucional dos povos indígenas de se organizarem e lutarem por seus direitos, o PCdoB defende a imediata libertação do cacique Aruã.
12 de abril de 2026
Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)




