PCdoB catarinense reúne lideranças em Lages e organiza projeto político para 2026
O PCdoB de Santa Catarina realizou neste final de semana (24 e 25) um seminário de planejamento estratégico em Lages, reunindo 70 lideranças de todas as regiões do estado. O encontro marcou o início de uma jornada organizativa rumo às eleições de 2026, e reafirma o compromisso do partido com a reeleição do presidente Lula e a construção de uma frente ampla em solo catarinense.
O partido debateu estratégias para romper o cerco ideológico conservador no estado através do diálogo com trabalhadores, agricultores, estudantes, movimentos sociais e o setor produtivo. A direção estadual também destacou a importância dos investimentos federais em Santa Catarina, como as obras do Novo PAC e as moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, como pilares para um projeto de desenvolvimento com inclusão social.
A atividade serviu como plataforma para alavancar a apresentação de duas pré-candidaturas fundamentais para o fortalecimento da campanha catarinense e da Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV):
Giovana Mondardo (Criciúma) — pré-candidata a Deputada Federal.
Paulinho da Silva (Chapecó) — pré-candidato a Deputado Estadual.
A seguir, confira a entrevista exclusiva com o Presidente Estadual do PCdoB-SC, Douglas Mattos, que detalha os desafios do Partido no estado.
O PCdoB SC planeja repetir encontros como o de Lages em outras regiões? Como isso contribui para a mobilização e o projeto político?
Douglas Mattos: Sim. O encontro em Lages foi um seminário de planejamento estadualizado, com militantes de todos os municípios de Santa Catarina. Daqui para frente, pretendemos fazer encontros regionais para organizar a pré-campanha em cada região. Isso ajuda muito a mobilizar, anima, dá perspectiva, aponta o caminho e distribui tarefas, criando todo o sistema de organização e estruturação da pré-campanha.
Como o PCdoB SC avalia a atuação do Partido no estado e quais estratégias adota para o crescimento em regiões com presença limitada?
Douglas Mattos: O partido em Santa Catarina não para, fazemos política 24 horas por dia. Temos presença no estado até em municípios onde ainda não temos partido, às vezes com votações importantes. Pretendemos, a partir desses relacionamentos, estabelecer relações partidárias para o partido crescer. O PCdoB vem em uma crescente e em uma renovação geracional importante, mesclando gerações novas com quadros mais antigos.
Como o partido planeja mobilizar trabalhadores, agricultores, estudantes e movimentos sociais para 2026?
Douglas Mattos: Nossas pré-candidaturas e o próprio partido têm dialogado muito com os movimentos sociais. Giovana Mondardo e Paulinho da Silva têm contato diário, visitando e se posicionando em defesa dos interesses dos trabalhadores. Estamos conseguindo entrar em movimentos de trabalhadores e estudantes que não são do PCdoB, incluindo pessoas independentes ou de outras forças progressistas. É uma política de convivência e defesa da pauta para ajudar a organizar e estimular grandes mobilizações.
Quais os desafios para romper o cerco ideológico conservador em SC e como as táticas do Partido influenciam o enfrentamento ao bolsonarismo?
Douglas Mattos: Somos minoria, mas não somos cercados. O Lula faz em torno de um terço dos votos em Santa Catarina e é nesse um terço que estamos trabalhando. Nós batemos firme e fazemos o confronto com o bolsonarismo, mas não ficamos presos apenas em uma pauta de esquerda. Dialogamos com o setor produtivo, comércio e segmentos que têm uma visão patriótica e democrática para poder “furar a bolha”. Pensamos exatamente no que dizer para sermos bem posicionados.
Quais as metas eleitorais para 2026 e como se conectam ao crescimento do partido?
Douglas Mattos: Nossa meta é eleger a deputada federal Giovana Mondardo e um deputado estadual. A Federação deve fazer três federais em Santa Catarina. Na eleição passada, ficamos na segunda suplência por setecentos votos e, de lá para cá, trabalhamos para acrescentar mais votos e ser competitivos. O crescimento é espraiado por Santa Catarina, com base no Sul do estado e na Grande Florianópolis, mas com o objetivo de fincar o pé também no Oeste.
Qual a estratégia para as pré-candidaturas de Giovana Mondardo (federal) e Paulinho da Silva (estadual)?
Douglas Mattos: A estratégia é organizar a pré-campanha em cada região através dos seminários. Como temos uma candidatura muito forte a deputado estadual no Oeste (Paulinho), pretendemos também fincar o pé lá com a candidatura da Giovana. É um trabalho contínuo para aumentar a nossa votação. Giovana e Paulinho são nomes que já estão no cotidiano das lideranças e movimentos, o que estrutura o projeto para ser vitorioso.
Como o partido se organizará para 2026, com foco em comunicação e mobilização contra a extrema-direita?
Douglas Mattos: A organização passa por esse trabalho contínuo que vem sendo feito há pelo menos cinco anos. Estamos animados com o projeto de 2026 porque ele é planejado e feito continuamente. A ideia é criar um sistema que dê perspectiva política à militância e utilizar a nossa postura séria e sincera na comunicação para dialogar com amplos setores da sociedade, muito além do nosso próprio campo.
Qual será a estratégia para a campanha ao governo do estado?
Douglas Mattos: Estamos dialogando na Federação. Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello tem uma posição forte nas pesquisas vinculada ao bolsonarismo. Há a possibilidade de termos uma candidatura ao governo mais ampla, onde a Federação apoiaria esse projeto e receberia o apoio para o Senado. São construções em reuniões e conversas que podem ter, inclusive, a participação direta do presidente Lula nas articulações.




