Militância do PCdoB é convocada a construir o programa de governo para 2027
A direção nacional do PCdoB chama a militância para atuar no processo aberto de construção coletiva de formulação do programa de governo – Lula 2027 -2030.
O objetivo é enriquecer e aprofundar as diretrizes nacionais que norteiam o debate. A orientação visa garantir que a base partidária participe ativamente de todas as etapas de elaboração das propostas para o próximo ciclo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Essa mobilização é para construir coletivamente o Plano Participativo “Pelo Brasil, pelos brasileiros”, no qual partidos aliados e as respectivas fundações partidárias estruturam os eixos que pautam os debates estratégicos no país para o período do próximo mandato. ” O PCdoB tem contribuições a dar em todas as áreas abordadas pela proposta apresentada para o Plano de Governo, e fará isso através da participação dos militantes nos grupos e em proposições feitas pela direção nacional através da Fundação Maurício Grabois. Mas certamente nosso interesse principal se dá na questão do desenvolvimento nacional, com marcante relevância da reindustrialização do país e afirmação da soberania nacional. Para isso, é fundamental romper com as amarras do fiscalismo e a sangria da taxa de juros imposta pelos setores financeiros dominantes”, afirmou Nadia Campeão, presidenta interina do Partido.
A coordenação macro e a análise das propostas do plano geral, sob a coordenação geral do economista Sérgio Gabrielli, são compartilhadas diretamente entre a Fundação Perseu Abramo (PT) – responsável pela coordenação geral -, a Fundação João Mangabeira (PSB), a Fundação Herbert Daniel (PV), a Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT) e a Fundação Maurício Grabois (PCdoB).
Como ponto de partida para as discussões, foi estabelecido um documento-base aberto ao debate público e à formulação programática. Este texto propõe eixos estruturantes fundamentais, centrados em um diagnóstico crítico da herança socioeconômica e na análise profunda da soberania nacional, compreendida em cinco dimensões centrais: digital, energética, alimentar, de defesa, geopolítica e tecnológica. O plano se desdobra em 13 eixos temáticos nacionais transversais.
Em carta enviada a Sérgio Gabrielli, o presidente da Fundação Maurício Grabois, Walter Sorrentino, oficializou a incorporação direta dos comunistas no núcleo de coordenação política e de redação final do projeto. Para organizar essa intervenção qualificada, o PCdoB instituiu um Grupo de Trabalho interno subordinado à Executiva Nacional, amparado por pesquisadores e sob o acompanhamento direto da secretária de Planejamento da sigla, Neide Freitas.
Para Sorrentino, que também representa a Executiva do Partido nesta tarefa, “a elaboração do programa de governo para as Campanhas Lula e Dilma sempre teve a participação ativa do PCdoB. Não será diferente agora. Nós nos somamos ao esforço coletivo das forças que apoiam o presidente Lula e, ao mesmo tempo, apresentamos nossas opiniões próprias num documento da direção nacional em elaboração. Nossa preocupação é dar ênfase à perspectiva de uma vida melhor aos brasileiros, um futuro mais definido com democracia e valorização do trabalho, o que implica uma arrancada no crescimento econômico do país. Nosso foco central é afirmar rumos soberanos ao país, com um plano nacional de desenvolvimento, no centro do que está a industrialização avançada em novas bases tecnológicas e, evidentemente, a Ciência, Tecnologia e Inovação. Evidentemente, isso implica mobilização política para superar as ameaças, obstáculos e carências da atual situação do Brasil e do mundo.”
Confira a seguir os 13 temas propostos pelo documento-base e os respectivos responsáveis indicados pelo PCdoB para coordenar as contribuições da militância:
A. Democracia, Reforma Política e Participação Social (Governar para e com a cidadania, melhorando a vida das famílias): Ronald Freitas e Paulo Guimarães.
B. Modelo de Governo, Orçamento e Eficiência do Estado (Governar ainda melhor, aumentando a eficiência do gasto público): Augusto Madeira e Flávio Tonelli.
C. Enfrentar a Desigualdade e Políticas Públicas Transversais (Reduzir mais as desigualdades, diminuindo ainda mais a pobreza e garantindo mais direitos): Flávia Calé e Edson França.
D. Segurança Pública (Assegurar o direito de todas e todos a viver em um país seguro e sem violência): José Carlos Pires e Thiago Rodrigues.
E. Saneamento, Habitação e Mobilidade Urbana (Cidades melhores para viver): Ana Paula Bernardes e Germana Pires.
F. Soberania Alimentar, Production de Alimentos e o Agronegócio (Melhorar a vida no campo, garantindo comida e exportações): Luiz Rodrigues, Luciano Rezende e Vânia Marques Pinto.
G. Saúde e Educação (Direito à garantia de bons sistemas de saúde e de educação): Ronald Santos, Yann Evanovick e Jorge Venâncio.
H. Cultura, Economia Criativa e Desenvolvimento Integral (A cultura é transformadora): Alexandre Santini e Milton Barbosa.
I. Energia, Indústria, Financiamento, Minerais Críticos, Inovações, Digitalização e Produtividade (Brasil moderno precisa de mais inovações, digitalização, descarbonização, indústria e ganho de produtividade): Iago Montalvão, Renata Mielli e Neide Freitas.
J. Evitando a Crise Climática (Promover a segurança e reduzir a pobreza energética): André Tokarski, Inamara Melo e Theófilo Rodrigues.
K. Trabalho e Renda (Mudanças do mundo do trabalho exigem proteção aos trabalhadores): Rogério Nunes, Carolina Ruy e Nivaldo Santana.
L. Inserção Externa, Política Externa e BRICS (O Brasil é cada vez mais importante no mundo): Amanda Harumi, Ana Prestes, Rubens Diniz e Ronaldo Carmona.
M. Taxa de Investimentos, Juros, Equilíbrio Fiscal e Banco Central (Fortalecer a economia que conhecemos, mas também desenvolver novas economias, ampliando oportunidades): Diogo Santos, Aloísio Barroso e Davidson Magalhães.




