Após fiasco em Copacabana, Flávio Bolsonaro sofre com outro ato esvaziado
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República acendeu o alerta. Pelo segundo dia seguido, uma agenda estratégica para a candidatura bolsonarista flopou. Após o fiasco da largada da campanha no domingo (16), no Rio de Janeiro, Flávio se deparou com mais um ato esvaziado nesta segunda-feira (17), em Belo Horizonte (MG).
Foi no evento de oficialização do palanque do PL em Minas Gerais, realizado do Ginásio do Mackenzie Esporte Clube. A “chapa puro-sangue” reúne nomes desconhecidos do eleitorado: o empresário Flávio Roscoe (PL) é o candidato ao governo do estado, tendo a vereadora de Uberaba Ellen Miziara (PL) como vice. O deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) concorre ao Senado.
Sem nomes expressivos na disputa, o PL contava com a presença de Flávio e do deputado popstar Nikolas Ferreirra (PL-MG) para atrair apoiadores. Mas nem mesmo a capacidade reduzida do ginásio poliesportivo garantiu lotação. Embora a organização não tenha divulgado a estimativa de público, era visível o desconforto de Flávio e de seus correligionários no palco do evento com a presença de cerca de 600 pessoas.
A campanha bolsonarista já havia cancelado uma motociata pela manhã em Juiz de Fora (MG). Flávio alegou “mau tempo”, mas o risco de uma agenda frágil contribuiu para a decisão. Para compensar a viagem, o presidenciável bolsonarista permaneceu em Minas e fez uma passeata de 300 metros nesta terça (18) com Nikolas, Roscoe e outros candidatos. Mais uma vez, a adesão de apoiadores foi pequena.
No domingo, o bolsonarismo visava reunir 30 mil pessoas em comício na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Conforme o Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, o ato “Flávio Bolsonaro: O Resgate do Brasil” teve como pico, às 11h30, apenas 8,9 mil participantes. Em 2022, quando o pai de Flávio, Jair Bolsonaro (PL), concorria à reeleição e promoveu um ato no mesmo local, o Monitor registrou um público sete vezes maior – de 64,6 mil pessoas.
Os sinais levaram integrantes da equipe a fazerem recuos no programa de governo, de modo a incorporar mais propostas populares. Em entrevista ao UOL, Daniella Marques, coordenadora do plano econômico da campanha, afirmou que Flávio, se eleito presidente, manterá o reajuste real do salário mínimo e não fará uma nova reforma da Previdência. Já o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha, disse que o presidenciável da extrema direita não tem planos de vender a Petrobras. Flávio abriu a temporada do estelionato eleitoral.



