Presidente Lula e presidenta do PCdoB, Luciana Santos, na abertura do Congresso. Foto: Richard Silva.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) fecha o ano de 2025 com vigor organizativo renovado e se projeta como uma das forças centrais na campanha eleitoral e nas lutas sociais de 2026. O êxito do 16º Congresso Nacional, que mobilizou mais de 42 mil militantes em conferências municipais e estaduais, fortaleceu a unidade partidária e atualizou a linha política para enfrentar desafios que estão colocados, como a defesa da democracia e o desenvolvimento soberano do país rumo ao socialismo .

“Esse processo congressual foi vitorioso por fortalecer a unidade partidária”, afirma Luciana Santos, presidenta nacional licenciada do PCdoB e ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Sob sua liderança, o Partido ajudou a pôr a ciência no centro da Nova Indústria Brasil, impulsionando a reindustrialização.

A legenda ampliou sua base com milhares de novos filiados via campanha de filiação, garantindo capilaridade territorial e renovação de quadros. Ideologicamente, aprofundou o debate sobre o socialismo no século 21, inspirado na experiência chinesa, que está fortemente associada à inovação tecnológica, planejamento econômico e desenvolvimento sustentável como antídoto à crise capitalista.

No Congresso Nacional, a bancada comunista atuou com firmeza em pautas progressistas, preservou a identidade partidária ao unir o campo contra o golpismo e manteve a unidade da Federação Brasil da Esperança, que “ampliou a capacidade de articulação com aliados”, avalia Luciana.

Entre as vitórias de 2025 estão incluídas a isenção de IR para rendas até R$ 5 mil mensais, aliviando trabalhadores, e a defesa da soberania contra as pressões externas e as provocações de Donald Trump.

O PCdoB rejeitou rupturas institucionais, defendendo a punição aos golpistas e refutando qualquer apelo de anistia para dar impunidade àqueles que atentaram contra a democracia.

Na segurança pública, defendeu inteligência e prevenção contra o crime organizado, sem romper com os direitos humanos e com o Estado democrático e de direitos. Foi um ano de luta e de acumulação de forças contra a precarização do trabalho e a pejotização, além do fim da escala 6×1. Essas lutas devem se intensificar em 2026.

Para o ano eleitoral, o partido mira na ampliação da bancada parlamentar comunista e na construção de uma frente política unida em torno de um Plano de Desenvolvimento Nacional, em defesa do Brasil Soberano. “O desenvolvimento industrial é um eixo importante para a superação das desigualdades”, afirma Luciana, enfatizando o apoio do PCdoB a Lula, como foco no BRICS e no multilateralismo mundial.