Um forte chamado à luta, [à militância], à revolução
Tradicional cenário de debates acadêmicos e políticos, de atividades de movimentos sociais, o Anfiteatro 100 da Universidade Federal do Paraná (UFPR) ficou pequeno para acolher a mais de centena de pessoas que foram acompanhar a palestra “Brasil: um país com futuro?”, patrocinada/organizada pela Fundação Maurício Grabois (FMG), PCdoB-Curitiba e UJS-PR, tendo por mediador dos trabalhos o dirigente municipal do PCdoB, Augusto Rodrigues. Ela foi magnificamente apresentada, em estilo militante, pelo camarada Humberto Matos, historiador e professor do PCdoB-RS, na noite de 23 de abril último.
A intervenção eminentemente política de Humberto foi tão densa de conteúdo, enfática e em tom revolucionário, que levou a plateia de mais de 150 participantes, sobretudo jovens, a aplaudir por duas vezes, de pé, a exposição do professor.
Em sua preleção, Humberto Matos buscou resumir a essência teórico-prática do sistema capitalista, que explica a conturbada situação mundial atual, marcada por guerras, genocídios, altas incertezas econômicas, na quadra histórica do imperialismo decadente dos aflitos EUA, com o contraponto luminoso da China socialista em crescimento inarredável.
Por óbvio, explanou como esse crítico cenário econômico e geopolítico se reflete no Brasil, neste ano novamente posto diante de agudizações da encruzilhada histórica, expressa na portentosa disputa eleitoral entre dois caminhos antagônicos. De um lado, pela extrema-direita, o rumo da mutilação dos processos democráticos, do entreguismo e subserviência vis ao amoral imperialismo estadunidense, da amputação de direitos sociais e dos trabalhadores. De outro, a estrada de esperanças renovadas num futuro factível para o povo, com fortalecimento da democracia, a implementação de reformas estruturais democráticas em busca de verdadeiro Projeto Nacional de Brasil (articulado com Sul Global e BRICS), superando o capitalismo neoliberal e começando a erigir um Socialismo de feições brasileiras.
Para este segundo caminho, dos interesses populares e patrióticos, há que todos ombrearem, vívida e combativamente, com a Frente Ampla para reeleger Lula, governadores e parlamentares de esquerda e progressistas.
Porém, alertou Humberto, não nos enganemos, se de fato queremos mudanças efetivas avançadas. O Brasil não atingirá um alto patamar de desenvolvimento civilizatório pela via meramente eleitoral-parlamentar, embora esta seja importante ao propiciar uma tribuna popular para acumular forças. Muitas lutas, de variados tipos e formas, serão necessárias, sempre perseverando para que assumam caráter revolucionário.
Ao final de sua fala inicial, após enfatizar a indispensabilidade da transformação social através de processo revolucionário (e necessariamente envolvendo massas de dezenas de milhões de brasileiros), Humberto ressaltou estar “muito feliz no PCdoB”, conclamando todos e todas a estarem nesses combates com e no PCdoB.
Em seguida, houve falas da plenária, tendo feito intervenções a professora Amábile Marchi (pré-candidata a dep. federal pelo PCdoB-PR), o psicólogo Thiago Bagatin (também pré-candidato pelo PCdoB-PR, mas a dep. estadual), a presidenta do PCdoB-Curitiba Elza Maria Campos, a dirigente do PV-PR Rosane Ferreira e mais cinco jovens.
O clima geral foi de bastante calor humano, alegria, entusiasmo e crença no futuro melhor para o povo e o país. Todos, mesa e plateia, se juntaram em torno do professor Humberto para uma foto de registro histórico, sob os banners e bandeiras do PCdoB, da FMG, da CTB, da UBM, da UJS, do Brasil, do Irã e de Cuba, quando dali a pouco soariam as 22 horas de um notável 23 de abril na UFPR, centro de Curitiba.




