PCdoB oficializa apoio a Lula e Alckmin e fortalece Frente Ampla
O PCdoB realizou nesta quinta-feira (30) sua Convenção Eleitoral Nacional, em formato híbrido, oficializando o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à candidatura de Geraldo Alckmin à vice-presidência. Integrante da Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), com PT e PV, o Partido ratificou as coligações com PSB, PDT e a Federação PSOL-Rede, além de autorizar a Comissão Política Nacional a deliberar sobre eventuais ajustes na composição. Foi igualmente ratificado o manifesto “PCdoB com Lula e Alckmin”.
Protocolos e calendário eleitoral
O secretário de Organização, Altair Freitas, informou os termos de coligação e destacou que as convenções estruturam a campanha. O período pós-convenção será dedicado ao preparo dos registros e da militância. A propaganda eleitoral inicia oficialmente em 16 de agosto, e o horário gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto. O partido articula três objetivos: a reeleição de Lula, a ampliação da bancada no Legislativo e o fortalecimento da organização partidária nos territórios.
Nádia: soberania e organização popular
A presidenta nacional em exercício do PCdoB, Nádia Campeão, elegeu a soberania nacional como eixo central da disputa, vinculando a eleição ao modelo de desenvolvimento, à defesa das riquezas nacionais e à autonomia política. “Nesta eleição, nós precisamos defender a soberania do Brasil. O Brasil precisa de um presidente que defenda o Brasil, a economia brasileira, o povo brasileiro e a Constituição brasileira”, afirmou.
Nádia ressaltou que a vitória eleitoral exige organização social contínua: “Não basta eleger o presidente Lula… Nós precisamos estar mobilizados e organizados para cobrar mais direitos”. Ela classificou a disputa de 2026 como um embate civilizatório global, onde a reeleição de Lula é a principal barreira contra o avanço do fascismo e do imperialismo na América Latina. Defendeu o controle brasileiro sobre recursos estratégicos (metais críticos e terras raras) e um projeto que una transição energética à geração de empregos de qualidade.
Luciana Santos: Frente Ampla e Emancipação Nacional
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação e presidenta nacional licenciada do PCdoB, Luciana Santos, reforçou a identidade histórica da legenda com a emancipação nacional. “Nós somos um Partido imprescindível à democracia e à luta pela emancipação nacional”, declarou, associando a soberania à superação da dependência tecnológica e à construção de capacidade nacional de inovação.
Luciana defendeu a continuidade da política de alianças, afirmando que a chapa Lula-Alckmin é o instrumento para enfrentar a direita e ampliar a governabilidade. Anunciou também a meta de fortalecer a presença parlamentar do Partido, que possui atualmente 11 parlamentares e pretende ampliar sua bancada nas eleições de outubro, combinando a reeleição presidencial com o crescimento da representação comunista no Congresso.

Aliados e Contexto
Representantes das legendas aliadas reforçaram a urgência da unidade democrática. Edinho Silva (PT) alertou para a ascensão de uma direita de inspiração fascista global. Paula Coradi (PSOL) defendeu um programa progressista (fim da escala 6×1, taxação de super-ricos e demarcação de terras) como chave para derrotar o bolsonarismo. Reinaldo Nunes (PV) destacou a integração da pauta socioambiental à justiça social. A estratégia do PCdoB para 2026 combina, portanto, a preservação da aliança em torno de Lula com uma agenda própria focada em soberania, desenvolvimento tecnológico, reindustrialização e mobilização popular.



