Frota de solidariedade a palestinos de Gaza parte de Barcelona
Barcos da Flotilha Global Sumud, também conhecida como Flotilha da Liberdade Global, partiram nesta quarta-feira (15) de Barcelona, Espanha, rumo à Faixa de Gaza com o objetivo de romper o bloqueio ilegal imposto por Israel, entregar ajuda humanitária essencial e denunciar perante a comunidade internacional o genocídio perpetrado contra o povo palestino.
A missão, inicialmente composta por 39 barcos, iniciou a viagem carregando bandeiras palestinas e se despediram da multidão reunida em terra na cidade de Barcelona, erguendo os punhos e clamando ”Palestina Livre”.
No primeiro ponto de parada, na Sicília, Itália, se reunirão delegações da França e do país anfitrião, onde, pela estimativa dos organizadores, será composto o comboio final, que contará com aproximadamente 70 embarcações e mais de 1.000 participantes de 70 nacionalidades diferentes.
Os navios partiram em etapas pela entrada do Porto Fórum, onde estavam atracados desde domingo, após terem sido transferidos do Porto Vell devido às condições meteorológicas adversas. A partida ocorreu três dias depois do previsto.
A expedição, a segunda flotilha que parte da capital catalã, conta com o apoio de organizações como a Proactiva Open Arms, liderada pelo salva-vidas, empresário e ativista catalão Òscar Camps, e o Arctic Sunrise, vinculado à Greenpeace.
O principal objetivo dos ativistas é reposicionar o conflito palestino no centro da agenda global. A Flotilha Global Sumud é uma iniciativa marítima internacional liderada por organizações da sociedade civil, lançada em 2025, que visa desafiar as restrições navais israelenses para garantir que suprimentos médicos e alimentos cheguem diretamente à população civil em Gaza.
Saif Abukeshek, ativista palestino radicado em Barcelona e porta-voz da iniciativa, reafirmou a missão como uma resposta civil à agressão sofrida pelos povos palestino e libanês e denunciou que Israel e os Estados Unidos violam sistematicamente os direitos humanos no Oriente Médio, relacionando essas ações também ao atual conflito com o Irã.
Abukeshek observou que Israel continuou bombardeando o território libanês mesmo durante o cessar-fogo acordado. O número de mortos devido à agressão israelense nesse país, em paralelo com a agressão ao Irã, subiu para 2.196, de acordo com o Ministério da Saúde libanês e o número de feridos atingiu 7.185.
O porta-voz denunciou ainda a situação em Gaza, onde as forças israelenses mataram mais de 766 palestinos durante o cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025, com mais de 2.150 feridos.
A frota solidária cobra dos governos mundiais a intervenção ativa em defesa do direito internacional. Em setembro de 2025, uma campanha semelhante à deste grupo foi interceptada pelas forças israelenses em águas internacionais, impedindo que os navios chegassem à costa de Gaza. Os membros da flotilha foram detidos ilegalmente e levados para prisões israelenses, onde foram submetidos a tratamento degradante.
Em 2024, como resultado da campanha genocida perpetrada por Tel Aviv, o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu por crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza, onde mais de 72.000 palestinos foram mortos desde outubro de 2023.
Fonte: Papiro


