Alcolumbre destrava sabatina de Messias para o STF e sessão será no dia 29
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), finalmente destravou e marcou a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, na Comissão de Constituição e Justiça da Casa (CCJ) para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A data escolhida foi 29 de abril.
Em nota, Messias disse receber com “otimismo e serenidade” o “calendário estipulado pelo Senado Federal”. Também agradeceu ao presidente do Senado, ao presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), e ao relator do processo, senador Weverton Rocha (PDT-MA), o envio e o trâmite da mensagem presidencial.
De acordo com Messias, até a data estipulada, seguirá “buscando o diálogo franco e aberto com todos os 81 senadores, de forma respeitosa, transparente e propositiva”.
Após o anúncio, feito nesta quinta (8), o relator da indicação, senador Weverton Rocha (PDT-MA), disse que deverá entregar parecer pela aprovação de Messias no dia 15 de abril.
Segundo ele, “desde que começamos a tratar, em dezembro, o ambiente pro Messias é totalmente favorável. De lá pra cá, já se passaram quatro meses, ele dialogou, vem conversando, soube que fez visitas individuais para diversos senadores, inclusive, independentes. Então, ele melhorou, tem aberto mais portas”.
O senador disse ainda que não daria um placar, mas salientou que o caminho está “mais ou menos construído para ser aprovado no plenário do Senado Federal”.
Em novembro do ano passado, foi publicada no Diário Oficial a mensagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicando Messias à cadeira deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. No dia 1º de abril deste ano, a indicação foi oficializada junto ao Senado, em nova mensagem encaminhada pelo presidente.
Nascido no Recife, Jorge Rodrigo Araújo Messias tem 46 anos e é o advogado-geral da União desde 2023. É formado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e tem doutorado pela Universidade de Brasília (UnB). Construiu carreira na advocacia pública e tornou-se procurador da Fazenda em 2007.
Ao longo de duas décadas no serviço público, foi consultor jurídico de ministérios (Educação, Ciência e Tecnologia), secretário de regulação do ensino superior e subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil no governo Dilma Rousseff.
Com agências




