Israel leva a morte a aldeias ao sul do Líbano | Foto: Hussein Malla/AP

As forças de ocupação de Netanyahu invadiram o sul do Líbano na terça-feira (3), em paralelo à guerra de agressão contra o Irã desencadeada no dia 28 de fevereiro, forçando os moradores da região, sob bombardeio, a deixarem seus lares e a se deslocarem até a margem norte do rio Litani.

O governo libanês condenou a invasão e disse que já providenciou abrigo para 84 mil que ficaram repentinamente sem teto, advertindo, ainda, que as opções de abrigo estão esgotadas.

A investida foi perpetrada sob pretexto de atrito com a força de resistência islâmica, Hezbollah, que se colocou solidária ao povo iraniano e reagiu com ataques de foguetes contra a fronteira israelense. Registre-se que, desde novembro de 2024, as tropas israelenses violaram milhares de vezes o cessar-fogo, que vinha sendo cumprido pelo Hezbollah.

O ministro da “defesa” de Israel, o nazista Israel Katz, disse que aprovou junto ao primeiro ministro Benjamin Netanyahu que as forças israelenses invadam e ocupem o que chama de “áreas estratégicas” no sul do Líbano.

Como amplamente divulgado pela mídia, em resposta à agressão bárbara, os iranianos realizaram vários ataques com mísseis e drones contra Israel e bases militares americanas em países do Golfo.

O Hezbollah comunicou na terça-feira que atingiu com foguetes e drones três bases militares no norte de Israel e nas Colinas de Golã, ocupadas por Israel na Síria.

Bdía,

Israel continúa con sus violentos bombardeos. Esta vez sobre Dahye, al sur de Beirut.

Netanyahu (gracias a Trump) ya tiene la “guerra regional” que siempre ha buscado.

El #GenocidioEnGaza continúa. #NeverStopTalkingAboutGaza pic.twitter.com/4JBtbcgGPO

— Julio Rodríguez (@Julio_Rodr_) March 3, 2026

“Israel continua seus violentos bombardeios. Desta vez sobre Dahye, ao sul de Beirute. Netanyahu (graças a Trump) já tem a ‘guerra regional’ que sempre procurou.”

As tropas de ocupação ordenaram que todos os residentes do sul do Líbano evacuassem “urgentemente” a área ao sul do rio Litani.

O ministro de Assuntos Sociais do Líbano informou que vinte pessoas foram mortas em ataques israelenses na quarta-feira e que não há mais vagas para abrigar os deslocados em Beirute e Sidon. Até quarta-feira, pelo menos 84 mil pessoas estavam abrigadas em 99 centros de acolhimento de emergência em todo o país, após ordens de evacuação das tropas nazifascistas de Israel.

O Ministério da Saúde libanês anunciou que 72 pessoas foram mortas e 437 ficaram feridas desde o início da guerra; 20 pessoas foram mortas na quarta-feira.

Ao mesmo tempo, a mídia libanesa noticiou que forças israelenses haviam entrado nas aldeias fronteiriças de Mays al-Jabal e al-Khiam. A Síria havia anunciado anteriormente o fechamento de sua passagem de fronteira com o Líbano, após Israel ter alertado que se preparava para atacar a região.

Segundo uma das fontes, existe uma grande pressão para reduzir a tensão com Israel. “Todos sabem que o que está por vir é muito pior e mais difícil”, disse a fonte.

O comando das tropas de ocupação e usurpação de Israel afirmou ter atacado infraestruturas e instalações do Hezbollah em Beirute e estendeu a Dahiyeh, subúrbio ao sul de Beirute, a ordem de evacuação à força.

A força de paz da ONU no sul do Líbano (UNIFIL) afirmou que seu pessoal documentou tropas israelenses “cruzando para o território libanês perto das aldeias de Markaba, Al-Adaisseh, Kfar Kila e Ramyah”, em violação à Resolução 1701 do Conselho de Segurança.

Fonte: Papiro