Foto: Ricardo Stuckert

A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (5), traz uma série de boas notícias para a classe trabalhadora e para a economia brasileira: o aumento recorde do rendimento de todos os trabalhos e do nível de emprego e a queda na desocupação e na informalidade. 

O levantamento tem como base o trimestre encerrado em janeiro. No caso do rendimento real habitual de todos os trabalhos, o valor ficou em R$ 3.652, o mais alto da série iniciada em 2012, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% no ano. 

Ao mesmo tempo, também bateu recorde a massa de rendimento real habitual total, de R$ 370,3 bilhões, crescimento de 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano.

Segundo a pesquisa, também houve avanços importantes no que diz respeito à quantidade de pessoas empregadas. Percentualmente, elas representam 58,7% dos brasileiros, com estabilidade no trimestre (58,8%) e crescimento de 0,5 ponto percentual no ano (58,2%). 

Com isso, o número de trabalhadores ocupados foi de 102,7 milhões — o maior contingente da série —, aumento de 1,7% (mais 1,7 milhões de pessoas) no ano. 

Dessa forma, o Brasil registrou uma taxa de desocupação que figura como a menor da série histórica, com 5,4% no período analisado, repetindo o patamar de agosto a outubro de 2025. 

Conforme o IBGE, com essa marca, o país tinha cerca de 5,9 milhões de pessoas desempregadas no trimestre encerrado em janeiro de 2026, o que representa o menor contingente desta série. Na comparação com o trimestre anterior, houve estabilidade; já na comparação anual, houve uma expressiva redução de 17,1% — o que representa 1,2 milhão de pessoas desocupadas a menos. 

Por fim, a Pnad Contínua ainda revelou que o Brasil teve queda na taxa de informalidade, que ficou em 37,5%, o menor patamar desde julho de 2020, o que equivale a 38,5 milhões de trabalhadores informais. No trimestre móvel anterior, o percentual estava em 37,8% e no mesmo trimestre de 2024 em 38,4%. 

Estabilidade

Outros dados levantados pelo IBGE se mantiveram estáveis ou apontaram crescimento a depender da comparação temporal.  

É o caso do número de empregados no setor privado com carteira assinada, que foi de 39,4 milhões de brasileiros. O percentual se manteve o mesmo nos três meses analisados, mas obteve alta de 2,1% (800 mil pessoas a mais) no ano. 

Também houve estabilidade trimestral e anual no total de empregados sem carteira no setor privado (13,4 milhões). Já o contingente de trabalhadores por conta própria (26,2 milhões) se manteve no trimestre e aumentou 3,7% no ano (mais 927 mil pessoas).

Quanto à subutilização, o índice foi de 13,8%, resultado também considerado estável na comparação trimestral, mas menor em 1,8 ponto percentual na comparação anual (15,5%). 

Além disso, a população desalentada (2,7 milhões) também foi mantida no trimestre, mas marcou queda considerável, de 15,2% (menos 476 mil pessoas) no ano. O percentual de desalentados foi de 2,4%, com estabilidade no trimestre e queda de 0,4 ponto percentual no ano (2,8%).

Atividades econômicas

A Pnad aponta, ainda, que na análise por segmentos das atividades econômicas, em comparação com o trimestre anterior, houve aumento no total de ocupados no setor de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,8%, ou mais 365 mil pessoas) e Outros serviços (3,5%, ou mais 185 mil pessoas). 

Na comparação anual, cresceram os grupamentos de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (4,4%, ou mais 561 mil pessoas) e de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (6,2%, ou mais 1,1 milhão de pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (4,2%, ou menos 243 mil pessoas).