Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) ficou em 0,20% em janeiro de 2026, sinalizando que houve uma desaceleração dos preços frente ao resultado do índice de dezembro (0,25%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (27). O indicador de prévia da inflação acumula alta de 4,5% em 12 meses.   

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central deu início nesta terça à sua reunião de dois dias que definirá os rumos da taxa básica de juros (Selic). Mesmo com o índice de inflação sob controle, os bancos pressionam para que o colegiado mantenha a Selic em 15%, um nível altamente prejudicial para a economia, por travar os investimentos, consumo e a geração de novos empregos de qualidade no país.

Com a inflação em queda, os juros reais continuam subindo, entre os maiores do mundo, favorecendo o rentismo e travando a economia do país.  

O empenho dos bancos tem sido no sentido de retardar o corte no nível da Selic o máximo possível. Na opinião deles, ainda, o ciclo de cortes da Selic deve ser a conta-gotas para que a taxa se mantenha acima dos dois dígitos (12,25%) no encerramento deste ano.   

Na prévia da inflação de janeiro, dos nove grupos que compõem a cesta de produtos e serviços pesquisados, o grupo Habitação registrou deflação (queda de -0,26%), puxada pela redução de 2,91% na energia elétrica residencial, que teve o maior impacto negativo no resultado do mês (-0,12 p.p). 

Em janeiro está em vigor a bandeira a verde, sem custo adicional para os consumidores; diferente da bandeira tarifária amarela, que em vigor em dezembro de 2025 adicionou na conta dos brasileiros a cobrança de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. 

O grupo Transportes (-0,13%) também apresentou deflação em janeiro, influenciado pelo recuo dos preços da passagem aérea (-8,92%). Também houve queda nos preços da tarifa do ônibus urbano, com recuo de 2,79%, especialmente por conta da implementação, em Belo Horizonte (-18,26%), de tarifa zero aos domingos e feriados.   

Os demais grupos variaram entre a alta de 0,05% em Educação e o 0,81% de Saúde e cuidados pessoais.  

Prévia da inflação de janeiro de 2026, por grupo:  Alimentação e bebidas (0,31%), Habitação (-0,26%), Artigos de residência (0,43%), Vestuário (0,28%), Transportes (-0,13%), Saúde e cuidados pessoais (0,81%), Despesas pessoais (0,28%), Educação (0,05%) e Comunicação (0,73%).

Fonte: Página 8