Manifestantes ocuparam as ruas de Nova Iorque | Foto: Wyat Souers/People's Dispatch

No aniversário da posse do segundo mandato de Trump, manifestações contra a perseguição aos imigrantes se espalharam pelo país.

Em Washington, capital dos EUA, centenas de manifestantes gritaram palavras de ordem “Nada de ICE, nada de KKK, não aos fascistas”. Em Cleveland, em Ohio, os manifestantes entoaram: “Sem ódio, sem medo, os refugiados são bem-vindos aqui”. Em Santa Fé, no Novo México, estudantes gritaram: “Parem com o terror do ICE”.

Os protestos espelham o descontentamento dos norte-americanos com a política anti-imigração de Trump e sua gestapo ICE (US Immigration and Customs Enforcement), que vem executando prisões em massa, abordando pessoas de forma truculenta e disparando contra cidadãos, como a agressão que levou à morte de Renee Good no início de janeiro por um dos agentes do ICE.

Os protestos foram organizados por grupos progressistas como o 50501 e a ONG ‘Indivisible’, junto com sindicatos americanos, como ocorreu na manifestação “Sem reis” em junho do ano passado.

No centro de Fresno, cidade da Califórnia, manifestantes se aglomeraram do lado de fora do escritório do ICE na L Street, para condenar o fascismo do governo de Trump.

Em Boston, em Massachusetts, os manifestantes se reuniram na Copley Square contra as ações do ICE:  “Está frio, mas a luta é quente”.

“Seja a intervenção ilegal na Venezuela ou o militarismo que vimos em nossas ruas em Minnesota, está tudo ligado a esse ataque contra os trabalhadores”, disse no ato Bonnie Jin, dos Socialistas Democráticos de América (DSA, na sigla em inglês) de Boston. 

“Seja o terror do ICE em nossas comunidades, ataques contra a saúde e o contra o SNAP (programa americano de benefício alimentar), guerras no exterior, eles acham que usar força e bullying vai nos derrotar em submissão,” disse Joe Tache, do Partido para o Socialismo e Libertação. “Isso não vai acontecer porque a verdade é que não é força, é covardia mascarada como força.”

Fonte: Papiro