Vietnã: Partido Comunista encerra congresso com reeleição de To Lam
Após cinco dias de programação, o Partido Comunista do Vietnã (PCV) encerrou nesta sexta-feira (23) seu 14º Congresso Nacional com a reeleição, por unanimidade, de To Lam como secretário-geral. Foi um dos maiores congressos na história da legenda, que reuniu 1.586 delegados no Centro Nacional de Convenções de Hanói. O lema dessa edição foi “Unidade – Democracia – Disciplina – Inovação – Desenvolvimento”.
To Lam, ex-presidente da República Socialista do Vietnã, está à frente do PCV desde 2024. “Em nome do recém-eleito 14º Comitê Central, gostaria de expressar minha mais profunda gratidão pela confiança que o Congresso depositou em nós. É uma grande honra e responsabilidade”, declarou o dirigente. “Lutaremos com todas as nossas forças, de todo o coração e com toda a nossa energia para servir à nobre causa do partido, da revolução e do povo.”
De acordo com o secretário-geral, a direção eleita, composta por 180 membros, tem o compromisso de “seguir construindo e fortalecendo firmemente um partido íntegro e forte”. Em 2026, a histórica legenda, fundada pelo revolucionário Ho Chi Minh em 3 de fevereiro de 1930, completa 96 anos. Com 5,6 milhões de filiados, o PCV é o terceiro maior partido comunista do mundo, atrás apenas do Partido Comunista Chinês (PCCh) e do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC).
A Resolução do 14º Congresso, também aprovada unanimemente, enfatizou o desafio de conduzir o Vietnã “ao desenvolvimento de uma nação forte e próspera na nova era”. O país tem registrado seguidos índices robustos de crescimento econômico. De acordo com o governo, o PIB (Produto Interno Bruto) do Vietnã saltou 8% em 2025, a taxa mais alta no Sudeste Asiático. Para 2026, a meta oficial é crescer 10%.
Esses índices são fundamentais para que o PCV consiga realizar os principais objetivos estratégicos do governo socialista: fazer do Vietnã um “país em desenvolvimento com indústria moderna e renda média alta até 2030” – e, posteriormente, “tornar um país desenvolvido com alta renda até 2045”.
“O caminho à frente reserva muitas tarefas importantes, que exigem grande determinação, disciplina rigorosa e esforço incansável”, disse To Lam à direção eleita – o 14º Comitê Central do PCV –, que se reuniu logo após o encerramento do Congresso. Além do secretário-geral, os dirigentes elegeram o novo secretariado do partido. O mandato da direção se estenderá até 2031.
Desde a abertura, o 14º Congresso do PCV evidenciou a unidade e a força partidárias. Para o presidente da República, Luong Cuong, foi um marco histórico para os comunistas vietnamitas.
“O Congresso expressa a vontade, as aspirações e a determinação de todo o partido, do povo e das forças armadas, com um espírito de autossuficiência estratégica, resiliência e confiança”, discursou Luong Cuong. Com relação à “nova era”, o presidente projeta “um Vietnã pacífico, independente, democrático, próspero, civilizado e feliz, que avance de forma decidida rumo ao socialismo”.
Delegações internacionais presentes ao Congresso destacaram os êxitos alcançados pelo Vietnã. Conforme a imprensa local, o PCV recebeu “339 cartas e telegramas de felicitações, incluindo de 58 partidos políticos, 11 organizações internacionais e regionais, 62 indivíduos, 120 organizações populares e locais no exterior e 88 associações vietnamitas no exterior”.
Na tarde desta sexta-feira, os delegados e convidados do Congresso acompanharão a apresentação artística “Sob a Gloriosa Bandeira do Partido”, no Estádio Nacional My Dinh. Essa agenda visa celebrar a realização do 14º Congresso e abrir as comemorações do 96º aniversário do PCV.



