Petroleiro russo Bella 1 perseguido pela pirataria de Trump no Caribe | Foto: Divulgação

O governo da Rússia enviou um pedido diplomático formal para o governo dos EUA cesse a perseguição contra um de seus navios petroleiros, o Bella 1, em mais um ato de pirataria iniciado pelo governo de Donald Trump no mar do Caribe.

O pedido diplomático foi vazado para jornalistas americanos do The New York Times por oficiais do governo americano, que optaram por divulgar a informação sob anonimato.

A solicitação foi entregue na quarta-feira (31), na véspera do ano novo ao Departamento de Estado dos EUA. O petroleiro perseguido pelas forças americanas tem a bandeira da Rússia pintada no casco do navio, mudou recentemente de nome e consta no banco de dados oficial russo e tem como porto de origem a cidade russa de Sochi.

Mesmo assim, as autoridades americanas encarregadas de cometer atos de pirataria a mando de Trump disseram que o petroleiro não hasteou uma bandeira nacional válida quando eles abordaram o navio. Isso possibilitaria aos piratas americanos, pela lei internacional, embarcarem no navio russo.

De acordo com os oficiais que o vazaram, o documento também foi enviado para o Conselho de Segurança Interna da Casa Branca. O governo americano se recusa a comentar sobre o ocorrido e os oficiais afirmaram que o governo de Trump ainda vê o petroleiro como uma embarcação “apátrida”, porque teria hasteado uma bandeira “falsa” enquanto era abordado pela Guarda Costeira americana.

Driblando as forças americanas no Oceano Atlântico há quase duas semanas, o petroleiro então mudou de curso e agora está rumando em direção ao norte, não mais navegando a caminho da Venezuela para coletar petróleo.

Isso está acontecendo dias depois do presidente americano ter anunciado a ordem para que as forças americanas façam apreensões de navios que transportem petróleo venezuelano. Em dezembro eles já haviam sequestrado dois petroleiros no Mar do Caribe, o Skipper e o Centuries.

O artigo do NYT também fez uma observação de que navios que hasteiam uma bandeira de um país estão sob proteção dessa nação. Isso eleva ainda mais o atrito entre a Rússia e os EUA em meio às negociações de paz sobre guerra na Ucrânia.

Fonte: Papiro