Palestinos andam sobre escombros de sua residência destruída por bomba israelense | Foto: Mahmoud Issa/Reuters

O ataque na madrugada desta terça-feira deixou 413 mortos e 660 feridos, a maioria mulheres e crianças.

O cessar-fogo que – depois de uma das maiores matanças da história que assassinou mais de 48 mil palestinos – começou no dia 19 de janeiro, já foi rompido por Israel diversas vezes antes de hoje. Uma das rupturas foi o bloqueio a entrada de alimentos e mantimentos a Gaza, além do desligamento do fornecimento de energia elétrica, voltando a esfomear os cerca de 2 milhões de palestinos que sobrevivem ao inclemente bombardeio naziisraelense.

“Em nome do governo de Malta, eu condeno fortemente esses ataques bárbaros”, afirmou o primeiro-ministro Robert Abela, um dos primeiros a se manifestar contra a criminosa ruptura por Israel, destacando a grande quantidade de mulheres e crianças entre os assassinados pelo bombardeio.

O Ministério de Relações Exteriores da Suíça lembrou da obrigação de proteger a população civil de Gaza e também pediu a libertação dos reféns e a entrega “sem impedimentos” de ajuda humanitária na região.

A Turquia, através do seu Ministério das Relações Exteriores denunciou que “com este massacre “Israel desafia a humanidade com violações de leis internacionais e de valores universais”.

A Rússia exigiu o retorno ao cessar-fogo diante de um bombardeio que “atinge principalmente mulheres e crianças”.

“O mundo está horrorizado com a tragédia em cima de tragédia causada por Israel na região na violação da lei internacional”, declarou Volker Turk, alto-comissário da ONU par os Direitos Humanos.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que os ataques de ontem aconteceram junto ao “bloqueio de comida e medicamento” na Faixa de Gaza e denunciou que “os Estados Unidos deram sinal verde para o ataque”.

O governo do Egito pediu à “comunidade internacional exerça o máximo de pressão para deter a agressão de Israel à Faixa de Gaza”.

Fonte: Papiro