Manifestação em Caracas contra o roubo do petróleo venezuelano pelos EUA | Foto: Divulgação

Com cartazes de “O pior contrato de petróleo do mundo” e “Tirem Trump da Venezuela!”, trabalhadores, professores da Universidade Central da Venezuela e membros de partidos venezuelanos se reuniram em Caracas nesta quinta-feira, em frente à universidade, para protestar contra o saque promovido pelos EUA ao petróleo venezuelano.

O acordo que a Casa Branca obrigou a Venezuela a aceitar, sob a mira de uma arma, foi assinado em 28 de agosto pelos americanos e o governo interino de Delcy Rodriguez, que ainda por cima expressou sua “mais profunda gratidão” ao presidente americano e ao secretário de Estado Marco Rubio por uma aliança que ela chamou de “um marco histórico nas relações bilaterais”.

“Os Estados Unidos da América acabam de fechar um acordo com a Venezuela: o maior acordo petrolífero da história mundial!”, Trump se gabou nas redes sociais. De acordo com ele, o acordo garantirá “o controle majoritário dos EUA sobre mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela”.

O povo venezuelano rejeitou o acordo por considerá-lo uma rendição da soberania da Venezuela para a chamada ‘Doutrina Donroe’, política externa do governo Trump, uma adaptação da ‘Doutrina Monroe’, que prega o intervencionismo e enxerga as riquezas da América Latina como propriedade dos americanos, especificamente para o enriquecimento pessoal de Trump e seus comparsas na Casa Branca.

O presidente da Federação dos Trabalhadores Universitários, Eduardo Sánchez, reivindicou o respeito às condições de vida para o povo venezuelano, contra a entrega dos recursos naturais para potências estrangeiras e pela independência e soberania da Venezuela.

“Não somos colônia de ninguém. E o que Trump diz, que o vencedor leva tudo como espólios de guerra, bem, nós simplesmente rejeitamos isso e não aceitamos porque é uma violação da Constituição da República Bolivariana da Venezuela”, disse Sánchez.

Fonte: Papiro