Foto: divulgação/Juliana Brizola

O quadro eleitoral para o governo e o Senado no Rio Grande do Sul segue disputado, mas com vantagem para a esquerda, conforme a mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (30). Segundo os números, Juliana Brizola (PDT) tem 35% das intenções de voto, contra 31% de Luciano Zucco (PL) no principal cenário de segundo turno.

Neste caso, os indecisos somam 21% e os que optam por votar em branco ou anular ficam em 13%.

Já na simulação de primeiro turno, Juliana tem 24% e Zucco, 22%. O vice-governador Gabriel Souza (MDB), apoiado pelo governador Eduardo Leite (PSD), tem 6%; o ex-prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata (PSDB) tem 3%. Os candidatos Cesar Pontes (PCO) e Rejane Oliveira (PSTU) aparecem com 1% cada.

A pesquisa testou outros dois cenários de segundo turno. Quando o enfrentamento se dá entre a ex-deputada estadual e o vice-governador, os percentuais são, respectivamente, de 35% a 20%, com os indecisos saltando para 26%; brancos/nulos são 19%. No cenário menos provável, sem Juliana, Zucco tem 32%, ante 28% de Souza.

Para 62% dos eleitores ouvidos na pesquisa, a escolha do voto para governador ainda pode mudar, o que indica uma disputa com espaço para crescimento dos principais postulantes. Outros 34% consideram a decisão definitiva.

Juliana tem o apoio de um amplo arco de oito partidos populares e de esquerda, num quadro que há muitos anos não se via de união desses setores já no primeiro turno. A aliança ainda garantiu um sólido palanque para buscar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além do próprio PDT, a chapa em torno da ex-deputada estadual conta com o PT, do candidato a vice, Edegar Pretto, PCdoB, PSol, PSB, PV, Rede e Avante. Para o Senado, as apostas são no deputado Paulo Pimenta (PT) — ex-ministro da Reconstrução do RS, criado para enfrentar os efeitos das enchentes de 2024 —, e na ex-deputada Manuela d’Ávila (PSol).

A candidatura é um contraponto tanto à gestão atual — representante do projeto neoliberal que tem sido hegemônico no estado desde 2015, quando se encerrou o mandato de Tarso Genro (PT) —, bem como à extrema direita bolsonarista, organizada em torno de Zucco. O deputado federal tem em sua aliança — além do PL, seu partido — o PP (da vice, Silvana Covatti), União Brasil, Republicanos, Novo e Podemos.

Senado

De acordo com a pesquisa, na disputa pelo Senado, a ex-deputada Manuela D’Ávila (PSol) tem 12% das intenções de voto, seguida pelo deputado Paulo Pimenta (PT), com 9%, empatado com o ex-governador Germano Rigotto (MDB).

Na sequência vêm os nomes da extrema direita: o deputado Marcel Van Hattem (Novo) soma 7%, seguido de seu colega de Câmara, Ubiratan Sanderson (PL), com 6%.

No terceiro pelotão aparecem o deputado estadual Frederico Antunes (PSD), com 1%, empatado com Luciano do MLB (UP) e Tania Peres (UP). Daniela Maidana da Silva (PSTU), Milton Cardoso (PSDB), Regis Ethur (PSTU) e Renato Jaguarão (Cidadania) não pontuaram.

Também ao Senado, o número de indecisos é alto, somando 39%; brancos, nulos e os que dizem que não votarão ficam em 15%.

O levantamento ouviu 1.104 eleitores entre 24 e 28 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número RS-04790/2026.