Premiê da Espanha é recebido por Xi Jinping em Pequim
Neste sábado, 11 de abril, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, iniciou visita oficial à China. Sanchéz permanece durante quatro dias, incluindo encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, com quem assina acordos de cooperação entre os dois países. É a quarta vez que o líder espanhol viaja para Pequim.
A visita foi organizada depois do convite do primeiro-ministro chinês, Li Qiang, e confirmada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, em 8 de abril.
Sanchez também se reunirá com investidores chineses, empresários e líderes da Câmara de Comércio UE-China.
Incomodado com a política internacional soberana do país europeu, o presidente americano, Donald Trump, há 6 semanas fez ameaças de cortar todo o comércio com a Espanha, após a recusa espanhola de permitir que as forças americanas de usarem suas bases militares em solo espanhol para atacar o Irã.
“Acho que eles não estão cooperando de jeito nenhum. Acho que têm sido muito maus, muito maus, nada bons. Podemos cortar o comércio com a Espanha”, Trump disse a jornalistas em março.
Com as tensões elevadas no Oriente Médio pela guerra iniciada pelos EUA contra o Irã em 28 de fevereiro, que provocou o fechamento do Estreito de Ormuz, afetando toda a economia mundial, a Espanha ensaia uma maior aproximação com o gigante asiático.
Pedro Sanchez disse também esperar que a China contribua para o fim da guerra de Washington contra o Irã.
Na segunda-feira, o líder espanhol irá visitar a sede da empresa de tecnologia Xiaomi, a Universidade de Tsinghua e a Academia Chinesa de Ciências, onde dará uma conferência e receberá um diploma honorário da instituição.
Durante sua visita, Sanchez fará reuniões com as principais autoridades da China, incluindo o líder chinês, Xi, com o primeiro-ministro Li Qiang e o presidente do Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo, Zhao Leji, e assinará vários acordos com o governo chinês. Na quarta-feira, Sanchez retornará à Espanha.
É esperado que os acordos feitos garantirão investimentos chineses para a Espanha, criação de mais empregos, transferência de tecnologia para empresas espanholas e contratos com fornecedores locais.
Fonte: Papiro

