Peru tem eleição tumultuada e indefinição sobre segundo turno
O quadro da eleição presidencial no Peru segue indefinido. Até o início da tarde desta segunda-feira (13), 50% das urnas haviam sido apuradas, indicando a direitista Keiko Fujimori (Força Popular), à frente, com 16,9%. Ela é filha do ditador Alberto Fujimori.
A segunda posição é mais incerta, com três candidatos com percentuais bastante próximos até o momento: Rafael López Aliaga, da Renovação Popular, de extrema direita, tem 14,5%; em seguida vem Jorge Nieto, do Partido do Bom Governo, de centro, com 12,8%.
Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, partido mais à esquerda, tem 12,1%, próximo de Ricardo Belmont, do Partido Cívico Obras, tido como de centro-direita, com 11,8%. Ao todo, 35 candidatos disputam a presidência do país.
Uma série de falhas logísticas envolvendo 13 pontos de votação deixaram mais de 60 mil eleitores sem conseguir votar neste domingo (12). Por isso, a votação foi retomada nesta segunda-feira (13). O segundo turno está previsto para 7 de junho.
Segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), organizadora das eleições, a responsabilidade seria de uma empresa de transporte contratada para distribuir o material — a votação é em cédula.
A população também votou para eleger senadores e deputados — o país voltará a ter um Congresso bicameral —, bem como representantes para o Parlamento Andino.
Com agências




