O presidente Lula voltou a ressaltar, nesta quinta-feira (2/4), que seu governo trabalha para impedir que a guerra no Oriente Médio impacte os preços dos alimentos e dos combustíveis no país. “Estamos fazendo todo o esforço possível para não permitir que a guerra irresponsável do Irã chegue ao bolso do povo que vai comprar alface, feijão, arroz, milho, que vai comprar a comida do seu filho. Nós não vamos permitir que o preço internacional chegue ao bolso do caminhoneiro, chegue ao bolso da dona de casa”, disse Lula durante entrevista à TV Record Bahia.

Segundo o presidente, o governo atua em várias frentes para blindar o país dos efeitos do conflito. “Nós estamos tomando muitas medidas. Estamos com um processo de fiscalização muito sério no Brasil. Nós estamos tentando colocar a Polícia Federal para pegar quem for necessário, a Polícia Rodoviária Federal, para investigar redistribuidoras, porque tem muita gente ganhando dinheiro, roubando o povo. Porque não tinham o direito de ter aumentado, estão aumentando, e nós estamos atrás. O que eu posso te garantir é que nós faremos tudo o que estiver ao alcance do país para não permitir que a guerra do Irã chegue ao prato de comida do povo brasileiro e muito menos chegue ao tanque de combustível do caminhoneiro, que já tem dificuldade com o seu frete”.

Indagado sobre o papel que o Bolsa Família desempenha no país, Lula afirmou que sonha com o dia em que o programa não será mais necessário. “O sonho que eu tenho é que um dia o povo esteja tão bem de vida que não precise mais do Bolsa Família. Esse é o objetivo. É uma política de inclusão social para favorecer as pessoas mais carentes, mas eu trabalho com a ideia de que um dia a economia estará tão bem, estaremos gerando tantos empregos, o salário estará tão bem, que ninguém precise mais do Bolsa Família. Não é nós que vamos tirar as pessoas, porque nós não vamos tirar. São as pessoas que pedirão para sair, porque, como o povo pobre e trabalhador é honesto, a hora que ele tiver dinheiro, ele não vai precisar mais de viver de favor do Estado”.

Entre janeiro e outubro de 2025, mais de 2 milhões de famílias deixaram de receber o Bolsa Família, segundo dados da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Das 2.069.776 famílias que deixaram de depender do programa de transferência de renda, a maioria (1.318.214) saiu do benefício em razão do aumento dos ganhos totais no domicílio. Outras 24.763 fizeram o desligamento voluntário, enquanto 726.799 famílias concluíram o período na Regra de Proteção.

O mecanismo permite que o beneficiário continue recebendo metade do valor do Bolsa Família por até 12 meses, mesmo após superar o limite de R$ 218 mensais per capita e desde que não ultrapasse R$ 706. Em outubro do ano passado, o Bolsa Família atendeu 18,9 milhões de famílias em todo o país, menor patamar desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, o que compra conquistas como o menor nível de desigualdade da série histórica; a menor taxa de desemprego da série histórica (5,4% para o trimestre nov/dez/jan de 2026) e o crescimento recorde do rendimento do trabalho, com máxima salarial de R$ 3.742 beneficiam a camada mais vulnerável.

Com informações da Presidência da República (Planalto.Gov)

Edição: André Cintra