Oriente Médio: papa pede cessar-fogo e rechaça violência
O papa Leão 14 reafirmou seu pedido por paz e por um cessar-fogo no Oriente Médio, durante a oração do Angelus, no Vaticano, neste domingo (15). Além de chamar atenção para a grave situação enfrentada pelos povos da região desde que os Estados Unidos e Israel resolveram atacar o Irã no final de fevereiro, o pontífice pediu diálogo para uma saída pacífica.
“Há duas semanas, os povos do Oriente Médio sofrem a violência atroz da guerra. Milhares de pessoas inocentes foram mortas e muitas outras forçadas a abandonar suas casas. Renovo minha proximidade em oração a todos aqueles que perderam seus entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e centros habitados”, disse Leão 14.
Após a grave situação imposta pelos dois países aos palestinos em Gaza, uma nova ofensiva, dessa vez centrada no Irã, levou a uma nova onda de destruição e mortes.
As estimativas são de que, ao todo, na região, cerca de três mil pessoas (entre civis e militares) tenham perdido a vida. Somente no Irã foram mais de 1,3 mil, dos quais 200 eram crianças — boa parte morta após bombardeio a uma escola no início dos ataques. Já o Líbano contabiliza mais de 770.
“Em nome dos cristãos do Oriente Médio e de todas as mulheres e homens de boa vontade, dirijo-me aos responsáveis por este conflito. Cessem o fogo! Reabram-se os caminhos do diálogo. A violência nunca poderá levar à justiça, à estabilidade e à paz que os povos esperam”, enfatizou o papa.
Referindo-se ao Líbano, Leão 14 reforçou ainda desejar que “se abram caminhos de diálogo que possam apoiar as autoridades do país na implementação de soluções duradouras para a grave crise em curso, em prol do bem comum de todos os libaneses”.
Nesta segunda-feira (16), o Exército de Israel anunciou o início de operações terrestres no sul do Líbano, ampliando a ofensiva militar contra o Hezbollah em meio à escalada regional do conflito.
Ainda no domingo (15), Donald Trump disse que o Irã estaria disposto a negociar um acordo, mas que os termos apresentados não seriam aceitáveis para os Estados Unidos.
Na sequência, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, declarou: “Não vemos nenhum motivo para conversar agora com os americanos, porque quando estávamos conversando, eles nos atacaram”.
Com agências




