Partidos pedem medidas contra Nikolas por insinuação à prisão de Lula pelos EUA
Em mais um ato antipatriótico, de subserviência aos Estados Unidos e de indução à intervenção externa ilegal em solo brasileiro, o deputado bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG) fez uma montagem, publicada nas redes, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sendo preso por agentes estadunidenses, tal qual ocorreu com o presidente venezuelano Nicolas Maduro.
Declarações e postagens recentes de Eduardo e Flávio Bolsonaro — ex-deputado e senador do PL por São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente — também foram no mesmo sentido de insinuar que o mesmo deveria ser feito no Brasil.
Em resposta, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ) declarou, pelas redes sociais, que está entrando, nesta terça-feira (6), com uma representação junto à Polícia Federal pedindo a abertura de inquérito contra o trio por traição e atentado a soberania nacional.
“Isso não é opinião. São falas, ameaças e peças de propaganda que tentam normalizar a ideia de intervenção militar estrangeira no Brasil, questionar eleições, incitar guerra e depor um governo legitimamente eleito. Isso pode configurar crimes gravíssimos: atentado à soberania, tentativa de golpe e associação criminosa. O Brasil não é colônia. Nossa democracia não é negociável. Defender a Constituição é dever. Golpismo não passará”, afirmou.
Ao mesmo tempo, o deputado Reimont, também do PT do Rio de Janeiro, já havia protocolado um pedido de prisão em flagrante. Em comunicado publicado nesta segunda-feira (5), o parlamentar informou: “acabei de pedir a imediata prisão de Nikolas Ferreira em flagrante, além do bloqueio de suas redes sociais após o deputado sugerir a invasão do nosso país por forças estrangeiras para o sequestro do presidente da República”.
Na peça, encaminhada ao Ministério Público Federal, Reimont argumenta que “o mandato parlamentar é prerrogativa funcional, não imunidade para atacar os próprios fundamentos do Estado que se jurou servir. A impunidade diante de atos tão graves seria um perigoso precedente de erosão da democracia”.
O PSol também tomou medidas junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Nikolas. De acordo com a ação apresentada, “a gravidade de sua fala não está apenas na ofensa retórica, mas sim no resultado prático e imediato de fragilizar a legitimidade das instituições nacionais perante a comunidade internacional, abrindo caminho para sanções e constrangimentos de autoridades do Estado brasileiro”.
Ao mesmo tempo, a deputada Erika Hilton (PSol-SP) apresentou representação criminal ao mesmo órgão, argumentando que “a associação textual e visual não é casual, haja vista que a imagem da DEA (Administração de Repressão às Drogas, dos EUA) operando prisões em solo estrangeiro, combinada com a afirmação de que ‘Lula será delatado’, induz o público à conclusão de que autoridades norte-americanas teriam competência para investigar e responsabilizar criminalmente o Presidente do Brasil, em absoluta negação dos poderes constitucionais dado ao judiciário e à jurisdição brasileira”.
Postagens e declarações do trio bolsonarista contra o Brasil não são novidade. Mesmo se dizendo patriotas, eles e outros líderes do mesmo campo político têm investido contra o próprio país, como forma de tentar acabar, à força, com o mandato legítimo e democrático do presidente Lula, em total alinhamento com a extrema direita autoritária estadunidense, liderada por Trump.
Dentre as iniciativas mais graves contrárias aos interesses nacionais está a chantagem do governo dos EUA contra o Brasil, induzida por Eduardo e companhia, a fim de acabar com o processo contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e que resultou na tarifa de 50% contra produtos exportados pelo Brasil, medida revertida pelo presidente Lula.
Com agências




