Governo Lula vai aumentar valor das faixas do Minha Casa, Minha Vida
O governo Lula vai ampliar o valor das faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida. No primeiro caso, a renda máxima familiar, que era de até R$ 2.850, passa a ser de R$ 3.200. No segundo, o teto era de R$ 4.700 e passa a ser de R$ 5 mil. Com isso, um conjunto maior de brasileiros passa a ter condições melhores de acesso às moradias mais básicas.
A informação foi dada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, em entrevista à Folha de S.Paulo, nesta quinta-feira (29). Ele declarou que “todas as faixas terão reajuste” e que até o final desta semana, os tetos das demais serão definidos.
De acordo com o governo, desde a retomada do programa, em 2023, foram feitas 2,2 milhões de contratações — inicialmente, o plano era alcançar essa meta apenas no final de 2026, mas a mesma foi atingida ainda em janeiro. Com isso, a expectativa é que o ano termine com com a marca de três milhões.
Até o ano passado, os investimentos foram de R$ 180 bilhões e cerca de 880 mil moradias foram contratadas em todas as faixas em 2025. O movimento impulsionou a construção civil e proporcionou a criação de três milhões de empregos, ainda segundo o governo.
Outro passo relevante foi a criação da faixa 4, para famílias com renda de até R$ 12 mil, movimento que abriu caminho para outro estrato da população ter acesso mais fácil a uma moradia própria.
“Ao todo, a partir do lançamento do Minha Casa Minha Vida Classe Média, em junho do ano passado, já foram realizados mais de 30 mil financiamentos habitacionais, especificamente para essa faixa. Agora a gente precisa somar isso também com a faixa 3, porque é uma faixa de renda que é muito fluida, com 190 mil financiamentos habitacionais feitos”, disse, recentemente, o secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Rabelo.
FGTS
Segundo a pasta, para 2026 já está garantido um orçamento da ordem de R$ 144,5 bilhões do FGTS e o desconto máximo que o governo dará para a compra do imóvel vai subir para R$ 65 mil.
No final do ano, o Conselho Curador do FGTS aprovou o novo conjunto de ajustes nos tetos dos valores dos imóveis financiáveis pelo programa.
Com isso, foram atualizados os limites dos imóveis nos recortes de municípios com população acima de 750 mil habitantes e entre 300 mil e 750 mil habitantes, nas categorias metrópoles e capitais regionais, com reajustes que variam de 4% a 6%.
Nessas localidades, os tetos dos imóveis financiáveis pelas faixas 1 e 2 passam a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil. Nas capitais regionais com mais de 750 mil habitantes, o teto chega a R$ 260 mil, representando uma elevação de 4% e, nas metrópoles, R$ 270 mil – um aumento de 6%.
Nas metrópoles e capitais regionais com população entre 300 mil e 750 mil habitantes, o limite passa a ser de R$ 255 mil, valor 4% maior.
Com agências




