Diferentes índices apontam para queda na inflação no país
Dados econômicos divulgados nesta segunda-feira (29) apontam novamente para a melhora no cenário inflacionário. Um dos casos foi o Índice Geral de Preços–Mercado (IGP-M), conhecido como a inflação do aluguel, medido pela Fundação Getúlio Vargas, que fechou 2025 em queda, com deflação de 1,05% no ano.
Isso significa que, na média, os preços acompanhados pelo índice ficaram mais baixos ao longo de 2025. Em dezembro, embora houvesse expectativa de aumento, o IGP-M registrou leve queda de 0,01%, sinalizando estabilidade. Pesquisa da Reuters indicava que a perspectiva era de elevação de 0,15% no mês.
O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
Outro dado divulgado pela FGV diz respeito ao Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação de preços de produtos agropecuários e industriais nas transações entre empresas (atacado), antes de chegarem ao consumidor final, sendo um indicador da inflação no setor produtivo.
Neste caso, a taxa do IPA caiu 0,12% em dezembro, invertendo o movimento quando comparada ao patamar de novembro, de 0,27%. Nesse campo, uma das principais quedas ocorreu nos chamados “bens finais”, cujo índice passou de 0,58% em novembro para zero em dezembro. Tais produtos são aqueles que estão prontos para venda direta aos consumidores, como alimentos processados, bebidas, roupas e eletrodomésticos, ou para investimentos.
Além desses indicadores, a FGV também divulgou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que ficou 0,24%, ligeiramente inferior ao mês de novembro, quando havia subido 0,25%.
Entre as oito classes de despesa que compõem o índice, cinco apresentaram recuos em suas taxas de variação: Saúde e Cuidados Pessoais (0,67% para -0,09%), Despesas Diversas (0,46% para 0,06%), Vestuário (-0,23% para -0,60%), Alimentação (0,00% para -0,07%) e Comunicação (0,11% para 0,05%).
Em sentido oposto, os grupos Habitação (-0,07% para 0,42%), Educação, Leitura e Recreação (1,17% para 1,53%) e Transportes (0,16% para 0,28%) exibiram avanços em suas taxas de variação.
Já no caso de Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), a variação foi de 0,21% em dezembro, desacelerando em relação ao mês anterior, quando registrou alta de 0,28%.
Boletim Focus
Também nesta segunda-feira (29), o último Boletim Focus do ano apontou para nova queda nas perspectivas do mercado quanto ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. A aposta, agora, é que a taxa feche o ano em 4,32% — há uma semana, a previsão estava em 4,33%; e há quatro semanas, em 4,43%.
Com relação ao crescimento do país, o boletim manteve a expectativa da semana com o Produto Interno Bruto (PIB) em 2,26%.
Com agências




