Brasil, domingo, 30 de abril de 2017
Fundação Maurício Grabois
Classe Operária
  • Classe Operária
NÚMEROS ANTERIORES
Por ano Linha do tempo por década
1990

3/2/1992, "O Socialismo Vive!" Este é o lema do 8º Congresso do Partido, logo após o colapso final da experiência socialista soviética. Ganha força no mundo a ofensiva neoliberal, a revanche do grande capital, sob comando dos EUA, contra os trabalhadores e os povos. O PCdoB examina a fundo as causas da derrota, ergue ainda mais alto sua bandeira vermelha e proclama lutar desde já pelo socialismo. Esta firmeza, quando outros renegam ou recuam de seus ideais, eleva seu prestígio dentro e fora do Brasil.

29/9/1992, "Fora Collor!" O PCdoB é o primeiro partido a defender o afastamento de Fernando Collor da Presidência. Quando vêm à luz as denúncias do esquema Collor, o Partido convoca o povo a retomar as ruas. A juventude, a UNE e a Ubes têm um papel excepcional nesta mobilização: os carapintadas atendem ao chamado e fazem as maiores passeatas da história do movimento estudantil brasileiro. A pressão popular obriga o Congresso a votar o impeachment do presidente. Em sua declaração de voto, a bancada comunista aponta o modelo neoliberal como o pior dos crimes de Collor.

27/8/1995, o Programa Socialista é aprovado na 8ª conferência do PCdoB, em Brasília. Propõe um socialismo renovado, que tira lições das experiências do passado. Parte da análise concreta das particularidades da realidade brasileira, rompendo com a visão de um modelo único mundial. E introduz a noção de uma fase de transição do capitalismo ao socialismo, preliminar à plena construção da sociedade sem exploradores nem explorados. Veja na íntegra o Programa Socialista.

29/04/1996, Pela primeira vez, ossada de combatente do Araguaia é identificada. Trata-se de Maria Lúcia Petit, guerrilheira do PCdoB morta pela ditadura durante a Guerrilha do Araguaia no começo dos anos 1970. No mesmo ano, seus restos mortais são sepultados em Bauru (SP).








26/8/1999, Marcha dos 100 mil pelo Brasil, liderada por partidos de esquerda e entidades populares. A participação supera a cifra que deu nome ao protesto. Nenhum incidente. Entrega à Câmara abaixo-assinado com 1,3 milhão de firmas, pedindo CPI sobre o papel de FHC na privatização das teles (o PCdoB recolheu 400 mil das assinaturas). A Marcha, e o apoio que obtém, refletem uma consciência superior do povo quanto ao caráter nefasto do governo FHC e do modelo neoliberal.

  •  
Acessar área filiado Recadastro