Brasil, domingo, 30 de abril de 2017
Fundação Maurício Grabois
Classe Operária
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NÚMEROS ANTERIORES
Por ano Linha do tempo por década
1920

25/3/1922, nasce o Partido Comunista do Brasil. O congresso da fundação ocorre no Rio e em Niterói. Nove delegados (veja a foto) representam os grupos comunistas de Porto Alegre, Recife, S. Paulo, Cruzeiro (SP), Niterói e Rio. Santos e Juiz de Fora não conseguem comparecer. O Partido nasce com 73 militantes. Aprova as 21 condições de ingresso na Internacional Comunista, os seus Estatutos e uma Comissão Central Executiva. Inicia uma campanha de solidariedade aos trabalhadores soviéticos. Termina com todos cantando (baixinho, por razões de segurança) o hino do proletariado do mundo, A Internacional. Veja os fundadores do Partido e suas profissões.

5/7/1922, o tenentismo passa à ação revolucionária, com o episódio dos 18 do Forte, no Rio. Em 1924 chega a tomar S. Paulo, por 3 semanas. E em 1925-27 promove a legendária marcha (25 mil km) da Coluna Prestes. O Partido não chega a compreender satisfatoriamente o tenentismo nem participar destas lutas. Mas nos anos 30 a ala esquerda dos tenentes abraçará o comunismo. Clique na foto e veja o mapa da Coluna Prestes.







1º de Maio de1925, surge A Classe Operária, "jornal de trabalhadores, feito por trabalhadores, para trabalhadores", órgão central do Partido. É lançado como semanário, no Rio, com tiragem de 5 mil exemplares. A assinatura por 13 números, vendida nas fábricas, custa 2 mil réis. A tiragem logo sobe (9.500 no nº 9). A polícia fecha o jornal logo após o nº 12, mas ele reaparece em 1928, e depois, ora legal, ora clandestino, até hoje. Nenhum órgão da imprensa popular brasileira tem uma história tão longa. Nenhum foi tão perseguido. Nenhum tem a mesma folha de serviços prestados aos interesses presentes e futuros do povo trabalhador..

1/2/1927, o Partido lança o BOC, Bloco Operário e Camponês, inicialmente chamado apenas Bloco Operário. É o 1º ensaio de política de frente dos comunistas. Em 28/10/1928 o BOC elege os comunistas Otávio Brandão e Minervino de Oliveira vereadores no Rio. É uma expressiva vitória, pois a Câmara do então DF tem apenas 12 cadeiras. A linha sectária da "proletarização" impedirá o desenvolvimento do BOC.

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