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O socialismo ainda está na ordem do dia?

Ao contrário do que pregam os capitalistas e até mesmo alguns partidos de esquerda, a luta pelo socialismo, historicamente, continua na ordem do dia, ou seja, continua sendo uma exigência histórica da humanidade. Estamos vivendo uma época de perdas de conquistas sociais alcançadas pelos trabalhadores no segundo pós-guerra, de verdadeiro retrocesso civilizacional. O capitalismo vive elevado grau da crise sistêmica, não se reciclará indefinidamente. A humanidade terá de escolher entre o rumo socialista e alcançar novas conquistas civilizatórias, ou retroceder a formas inferiores de convivência social.

Porém, o triunfo do socialismo não se dará somente pelo agravamento das contradições do sistema capitalista. O nascimento da nova sociedade dependerá da ação consciente e organizada dos trabalhadores e seus aliados. O movimento transformador, revolucionário, encontra-se ainda num estágio de defensiva geral, diante de um cenário de ofensiva do capital em todos os campos. Apesar disso, não devemos rebaixar ou negar a luta pela perspectiva socialista.

O socialismo ontem, hoje e amanhã será sempre a expressão da luta pela construção de uma nova sociedade, antagônica ao capitalismo. Nas quatro/cinco décadas de vivência do socialismo, alcançaram-se êxitos históricos e cometeram-se também erros. A experiência acumulada mostra que a transição do capitalismo ao socialismo é um processo complexo e de larga duração. É toda uma era histórica. Os objetivos fundamentais não podem ser conseguidos em curto prazo.

Tampouco a fase crítica, revolucionária, pode permanecer indefinidamente. Impõe-se a criação de instituições socialistas de massas, democráticas, dando forma legal à organização da sociedade. O socialismo não pode ter um rosto único em toda parte. Tem-se de levar em conta as peculiaridades dos diferentes países, suas tradições, sua história, sua cultura. E igualmente o quadro político da situação mundial.